Acadêmicos de Publicidade aprovam trabalho em Jornada Internacional

Postado em 18/04/2017

Ao participarem da disciplina “Seminário de Projeto Experimental” na 6ª fase de Publicidade e Propaganda da UNIFEBE, os acadêmicos Diego Paschoal e Thais Duarte não tiveram dúvidas: optaram em construir seus projetos de pesquisa – que serão transformados em monografias no segundo semestre – com base na crítica social e os estudos limítrofes entre consumo e vivências urbanas.

O resultado do empenho dos alunos foi a aprovação dos trabalhos para a II Jornada Internacional Algarve-Brasil, semana de iniciação científica da Universidade do Algarve, que será realizada no dia 18 de abril em Portugal.

Os projetos de pesquisa dos acadêmicos serão expostos no formato comunicação visual (pôster) farão parte de um panorama de estudos realizados em território brasileiro que abordam o desenvolvimento social e a construção de conhecimentos benéficos à sociedade.

Segundo o professor da disciplina e coordenador do curso Rafael Zen, a aprovação deve servir de estímulo para que os alunos retornem à pesquisa no próximo semestre, transformando os projetos de pesquisa em artigos científicos.

— Como orientador de ambos, fico orgulhoso de vê-los levando seus trabalhos a outras instituições, para serem discutidos e avaliados por pesquisadores de outras realidades. Um dos pilares do curso de Publicidade da UNIFEBE é a compreensão da Publicidade como um instrumento social – incentivando a busca de novas linguagens e o pensamento crítico e comunitário — comenta Zen.

Temáticas

Paschoal direcionará sua pesquisa sobre a geração Millennial (ou geração Y), com o trabalho “Zeitgeist Millennial: o efeito placebo da Publicidade”, que tem como objetivo investigar como a publicidade cria o efeito placebo na condição da felicidade, usando técnicas persuasivas e sedutoras – elaborando uma crítica a esse tipo de divulgação, considerado ultrapassado pelo acadêmico.

— É importante compreendermos como a publicidade pode criar mecanismos para induzir a uma felicidade criada pelo consumo, fazendo com que o ato da compra seja estimulado a ser interpretado como pílulas de felicidade, pequenos prazeres que constroem a vivência contemporânea — afirma o acadêmico.

Já Thais aborda o empoderamento feminista pelas novas práticas publicitárias, tendo como case a marca Avon e suas últimas campanhas que apresentam transexuais, mulheres acima do peso considerado padrão, negras e demais quebras no estereótipo publicitário de beleza feminina.

— Proponho um olhar sobre essa nova publicidade, empoderada e consciente do seu poder social. Nós, publicitárias, não podemos compactuar com aquele tipo antigo de publicidade, que tomava a mulher como um objeto a ser contemplado e adquirido. As novas belezas surgem para fazer com que possamos expandir não somente o público-alvo, mas a discussão social acerca do que significa beleza na contemporaneidade — se posiciona.

Texto: Suellen Pereira Rodrigues (jornalista@unifebe.edu.br)
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