Cineclube Aura discute o assédio

004Nos dias 18, 20 e 22 de abril o curso de Publicidade e Propaganda da UNIFEBE reabre as sessões do Cineclube Aura com o documentário brasileiro “Precisamos falar do Assédio”. As sessões são abertas à comunidade, e serão apresentadas gratuitamente no Auditório do Bloco C às 19h nos dias 18 e 20 de abril e às 9h no dia 22.

Segundo o coordenador de Publicidade e Propaganda o assunto é importante por se tratar de uma das pautas públicas mais urgentes da atualidade.

— Precisamos falar sobre a questão do assédio às mulheres. Do Big Brother às páginas de Facebook, perpassando os movimentos sociais e as marchas pró-feminismo, a discussão torna-se urgente quando se ouve centenas de relatos sobre a condição feminina e os resquícios grosseiros da cultura do patriarcado — afirma o coordenador.

O filme da diretora Paula Sacchetta, gravado em 2016, é resultado de um experimento social onde, durante a semana da mulher, uma van-estúdio parou em nove locais em São Paulo e no Rio de Janeiro para coletar depoimentos de mulheres que já foram vítimas de algum tipo de assédio. Ao todo, foram 140 relatos de mulheres de 15 a 84 anos, de zonas nobres ou periferias das duas cidades, que nada têm em comum além de terem sofrido alguma violência.

— O filme ainda não está em circuito comercial, conseguimos acesso a ele via contato direto com a produtora Mira Filmes e a diretora. Assim, as sessões são uma oportunidade de discutirmos um tema tão essencial ao bem-estar de nossa comunidade, além de permitir o acesso a materiais cinematográficos que geralmente nossos alunos e comunidade externa não teriam acesso. Desta forma, é uma proposta tanto social quanto cultural que, tenho certeza, vai mexer com mente e coração dos participantes — afirma Zen.

Conheça o projetocartaz 01

Precisamos Falar do Assédio é um projeto transmídia que nasceu nesse contexto e pretende ampliar esse movimento, tirando o tema apenas das redes e ocupando também os espaços urbanos.

Na Semana da Mulher, de 7 a 14 de março de 2016, uma van-estúdio visitou nove lugares em São Paulo e Rio de Janeiro, passando pelo centro, zonas nobres e periferias das duas cidades coletando depoimentos de mulheres vítimas de assédio. Dentro da van, as mulheres ficavam sozinhas para falar, sem qualquer tipo de entrevistador ou interlocutor, para se sentirem à vontade e poderem contar o que quisessem. As que preferiram não se identificar, podiam usar uma das quatro máscaras disponíveis que representavam os motivos pelas quais elas não queriam aparecer: medo, vergonha, raiva ou tristeza.

Ao todo, 140 mulheres de 15 a 84 anos quiseram contar suas histórias, que vão desde cantadas feitas por desconhecidos no transporte público ou na rua, até estupros cometidos por parentes e dentro da própria casa, quando elas eram crianças. O resultado, mais de 12 horas de material, foi compilado em um documentário de 90 minutos.

Site do projeto: https://precisamosfalardoassedio.com/

 

Texto: Suellen Pereira Rodrigues (jornalista@unifebe.edu.br)
Assessoria de Comunicação Social/UNIFEBE
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