Projeto de Psicologia “Todos por elas” conscientiza contra violência de gênero

Postado em 7/06/2017

Entre janeiro e maio do último ano foram registrados 745 boletins de ocorrência de violência contra a mulher somente no município de Brusque (SC). Ou seja, são denunciados aproximadamente 5 casos de violência contra mulher por dia. Isso sem mencionar os que nem chegam ao conhecimento dos órgãos de segurança pública.

Preocupado com este panorama de violência, o curso de Psicologia da UNIFEBE realiza o projeto “Prevenção de Violência contra a Mulher: Todos por Elas” em escolas da rede estadual de ensino. O projeto piloto é desenvolvido pela professora Luzia de Miranda Meurer com as acadêmicas da 7ª fase do curso Edimara Ferrari e Patrícia Zogbi dos Santos.

todos-por-elasA iniciativa começou ainda na 5ª fase, na disciplina “Psicologia Escolar e Educacional II”, ministrada pela professora. Após o período de pesquisa de campo, a atividade tornou-se projeto de extensão da UNIFEBE.

— O plano de ação prevê três dias de estudo, pesquisa e planejamento, três dias de intervenção e mais três para análise dos resultados e elaboração de banner científico. Os primeiros encontros foram com os proponentes e acadêmicos interessados em participar do projeto, o quarto encontro foi com os professores do 7º e 8º ano do Ensino fundamental e o quinto e o sexto encontro com os alunos. Os três encontros finais serão dedicados a análise dos resultados e elaboração de banner científico. O projeto se encerra no fim deste mês com o objetivo de ser prorrogado — explica a professora responsável.

A acadêmica Patrícia ressalta que a ação foi inspirada no projeto HeForShe da Organização das Nações Unidas (ONU).

— Além dele, nos baseamos também em um projeto de empoderamento “escola sem machismo” também da ONU. Nosso objetivo é o empoderamento da mulher e a igualdade de gênero. Promovemos isso em ambiente escolar, pois é um espaço aberto para a comunidade e esse é o nosso objetivo, repassar informações — explica.

Para o aluno da escola Santa Terezinha, Lucas, a iniciativa foi muito boa para as crianças se educarem e terem conhecimento sobre a violência que ocorre, especialmente contra as mulheres.

— Esse tipo de violência não deveria acontecer, então é muito bom ficarmos cientes de como evitar esse tipo de situação — conta o estudante.

Texto: Suellen Pereira Rodrigues
Assessoria de Comunicação Social/UNIFEBE
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