LIVROS,
LEITURAS & REFLEXÕES.
LER, LER E LER.
PENSAR, PENSAR E PENSAR.
Essas são algumas frases que achei interessante e são para reflexão, encontradas: No Livro: “O Advogado de Deus” de Zibia Gasparetto, (ditado por Lucius). Centro de Estudos Vida & Consciência Editora Ltda. São Paulo. 1999.
01.01.“Sei
que Deus não erra nem castiga. Apenas ensina o que precisamos aprender. Pensar
assim ajuda bastante” (p.290);
01.02.“penso
que é melhor viver com a verdade do que com a mentira” (p.298);
01.03.“Ilude-nos
a vontade de que as pessoas que amamos sejam do jeito que gostaríamos. Ficamos
esperando que elas se comportem como queremos, desejamos o que elas não têm
para dar. Nesse jogo, não enxergamos o lado verdadeiro e perdemos até o que
elas de fato poderiam nos oferecer” (p. 298);
01.04.“As
pessoas apressam-se a julgar quando o problema não as afeta” (p.299);
01.05.“Você
é o que quer ser. Se não gosta de ser como tem sido até aqui, é só mudar.
Você pode daqui para a frente ser como acha que deve. A escolha é sua”
(p.299);
01.06.“Diga
o que sente e não fique esperando a recompensa de ninguém. Lembre-se de que
deseja satisfazer seu espírito. Não tolere em sua vida nada que a oprima.
Valorize sua dignidade” (p.299);
01.07.“Dizer
o que você pensa dos outros não vai melhorar sua vida. Deixe-os em paz. Cada
um é responsável pelo próprio destino. Você não tem que cuidar da justiça do
mundo. Deus sempre fez isso muito bem. Você tem que cuidar de você. Dar força
a seus sentimentos. Não aceitar situações que a oprimem. Colocar-se e dizer
o que a incomoda, sem culpa ou ressentimentos.
... Os que vivem na mentira certamente se afastarão. Mas os que se identificarem
com sua postura respeitarão sua dignidade, terão prazer em aproximar-se de você.
E, nesse caso, vão oferecer sinceridade, amor carinho, amizade” (p.300);
01.08.“Cada
pessoa é o que é e que não valia a pena atormentar-se pelas fraquezas e pelos
erros dos outros” (p. 304);
01.09.“Não
vai conseguir. A vida deseja o contrário. Quer que ela experimente, escolha,
descubra, perceba, desenvolva, fortaleça-se. Ela (ser
humano) é um espírito, cheio de força e potencial, dentro de um processo
próprio e intransferível de aprimoramento natural. Deve saber que tentar impedir
esse processo é agir contra a vida, e isso só causa sofrimento. Seu amor deve
contribuir para que ela se sinta mais forte, mais capaz, mais firme, mais confiante”
(p. 337);
01.10.No
Júri: “Lembre-se de que estará falando com o júri. Pessoas que estão tomando
conhecimento dos fatos agora, ou que só leram o que saiu nos jornais, mas que
precisam conhecer bem como tudo aconteceu para que possam dar a sentença com
justiça” (p. 362);
01.11.“A
verdade dói mas fortalece. Eu prefiro saber a verdade, seja qual for. Você a
enfrenta, reage, fica mais forte. Viver enganada sempre acaba em dor.” (p. 382);
01.12.“Conservar rancor, idéias de injustiça, insatisfação, culpa, frustração demonstra que a pessoa não tem condições de poder desfrutar de uma vida feliz e serena. Por isso é preciso limpar essas energias, e isso só se dá quando percebemos que somos responsáveis por tudo quanto nos acontece, quando deixarmos de culpar os outros por nossa infelicidade. Essa descoberta faz com que todos os sentimentos negativos criados por um enfoque errado de ver a vida desapareçam” (p. 401);
01.13.“Ninguém
pode conquistar a felicidade escondendo as feridas do coração, mascarando o
medo, carregando o peso da culpa” (p. 401);
Do Livro: “O Veredicto”, Barry Reed, tradução de A
B. Pinheiro de Lemos, Editora Nova Cultural Ltda. São Paulo, 1988.
02.01.
“...pois os advogados, como as vigaristas, eram julgados pelas aparências. Expunham-se
à inspeção do mundo todos os dias. Não podiam permitir um dia de folga ou uma
gravura ordinária na parede. Dependiam da ilusão e da atenção para os detalhes.
Um par de sapatos gastos era sinal incontestável de declínio.” (p.12);
02.02.
“Um acordo sugere um recuo” (p. 13);
02.03.
“...Fica-se absorvido demais com uma família e uma casa, com jantares e clubes.
Bebe-se demais e se lê muito pouco. Acaba-se ficando ofuscado com honorários
tentadores. E um dia você não quer mais saber quem está certo ou quem está errado,
quer apenas seguir em frente.” (p. 25);
02.04.
“Não existe essa história de não perder um caso, ... Os caras ... fazem um acordo
quando sentem que vão perder. ... Eles têm dez ângulos diferentes e trabalham
todos.” (p.27);
02.05.
“- Vai descobrir que todas as coisas acontecem num tribunal. É um mundo em si
mesmo. Um mundo totalmente novo. Os advogados são como os atores. Aparecem no
tribunal com ternos de luxo ou ternos velhos. Não faz a menor diferença. Parecem
com Spencer Tracy ou Adolphe Menjou. Não faz a menor diferença. Podem até enfiar
o dedo no nariz e você pensa que isso é um verdadeiro zhlub.
Mas depois ele abre a boca e saem as coisas mais lindas. Puro Oliver Wendell
Holmes. As coisas mais lindas que se possa imaginar. Grandes advogados em ternos
esfarrapados! Dá até vontade de chorar. Há também os grandes advogados teatrais.
Os atores de verdade. Pavoneiam-se diante do júri, exibindo punhos engomados
e observando o seu próprio reflexo nos olhos da audiência. Não há uma ruga sequer
em suas roupas.
...
-
Mas vou-lhe
falar sobre os melhores. Os melhores acima de todos! Não são os que se vestem
impecavelmente, não são os grandes atores, não são os grandes teóricos. Os melhores
são os advogados que cuidam do seu dever de casa. Os caras que entram no tribunal
com tudo definido. Prontinho para despachar. Não podem ser enganados. A verdade
é que um bom advogado nunca pode ser surpreendido. Nunca faz uma pergunta que
não possa responder. Está totalmente preparado. Esse é o cara que vai derrotá-lo
sempre.
As
testemunhas de ... podiam-se lembrar de todas as datas específicas, especialmente
quando eram cruciais para o caso que ele defendia. Acontecera 17 dias depois
do Domingo de Ramos ou três semanas antes da primeira comunhão de ... . Estavam
sempre saindo da missa ou indo para algum lugar santo e puro. Um júri aceitaria
um mnemônico psíquico plausível entre os clientes de ... “ (p. 36);
02.06.
“ ...
-
Meio a meio. Tenho os meus dias. Mas nem sempre a coisa está sob controle.
Às vezes meus clientes dizem a verdade e vencemos. Em outras
distorcem a verdade e perdemos. Os jurados sabem quando alguém não está sendo
franco. Podem geralmente sentir. E todos vamos então mais cedo para o chuveiro.
-
Quer dizer que aceita casos em que seu cliente está mentindo?
-
Minha cara jovem, chego mesmo a ganhar casos assim.
Ela
sacudiu a cabeça.
-
Não há alguma coisa errada com o nosso judiciário quando isso acontece?
-
Claro que não. Até mesmo os mentirosos merecem um julgamento no tribunal.
E não sou o júri. Nem sempre posso saber. Alguém me procura e diz que levou
um trombada pelo traseiro na Beacon Street, ficou com as costas ruins ou o pescoço
virado. Devo lhe dizer que é um impostor? Como posso saber com certeza? Quem
pode medir a dor? E há também o problema das minhas contas de bar e das prestações
no Filene’s, para não falar de minha esposa alienada e de todas as namoradas.
-
Mas às vezes o impostor acaba vencendo. Não foi o que você falou? E isso
é certo?
-
E daí?
- Santo
Deus, não posso acreditar! Está querendo dizer que alguém está mentindo, simulando
sintomas, merece ganhar um processo de indenização? Um processo de imperícia
e negligência?
...
-
É um preceito básico da lei... todo mundo tem direito a um julgamento.
Até mesmo um assassino tem direito a uma defesa. E tem de ser uma boa defesa.
A melhor defesa possível. Se não for assim, será uma farsa. E por causa disso
alguém será de vez em quando absolvido, mesmo não merecendo.
-
Está falando sério?
-
Claro que estou – disse Galvin, impacientemente. – Pense um pouco. É
muito inteligente. Quem não deveria Ter um boa defesa? Que categoria? Pode fazer
com que uma categoria fique isenta? O que aconteceria? Os matadores de crianças
estão isentos. Daqui por diante, quem for acusado de matar um criança não terá
defesa. O que vai acontecer quando a polícia pegar a pessoa errada e acusá-la
de matar um criança? Já imaginou que essa pessoa errada poderia ser você? –
Galvin fez um breve pausa. – Não é possível, não é mesmo? Todo mundo merece
um advogado. Todo mundo merece a melhor defesa possível. Porque todos podem
estar dizendo a verdade. De vez em quando um culpado escapa impune. Mas esse
é o preço que temos que pagar. É melhor errar por esse lado do que pelo outro.
É melhor deixar escapar dez culpados do que condenar um inocente. Porque a coisa
escapa ao controle quando se resvala para o outro lado. Quando se aceita que
um inocente seja condenado, não demora muito para que sejam dez inocentes condenados
para cada culpado. E daqui a pouco se começa a prender a torto e a direito.
(p.52/53);
02.07.
“...
-
Como é possível julgar um caso apenas por se aceitar a palavra de alguém?
-
As confissões representam todas as provas que existem em muitos casos.
Na década de 30 eles costumavam condenar prisioneiros políticos e agitadores
dessa maneira. Arrumavam algum guarda para declarar que o acusado confessara
tudo. O réu negava, mas o caso era levado ao júri. Neste caso, há provas dos
dois lados. O juiz encarrega o júri de decidir. É uma questão de fato. E o júri
decide em que história acredita.” (p.156);
02.08.
“- Na década de 60, o Supremo Tribunal Federal começou a reforçar as salvaguardas
- ...
– Havia muitas confissões falsas. E vieram as decisões de Miranda
e Escobedo, em que o Supremo fixou as condições para um confissão válida.
Tinha de ser voluntária e o preso devia estar a par de seus direito. Inclusive
o direito à presença de um advogado. Muitas confissões se perderam. Os advogados
não iam deixar que seus clientes confessassem.” (p. 157);