Os acadêmicos da terceira fase do Curso de Fisioterapia da UNIFEBE tiveram a oportunidade de vivenciar uma experiência diferente, válida pela curricularização da extensão, em 18 de abril: a visita a uma casa sustentável.
A turma visitou a casa da engenheira elétrica Heloisa Machado de Souza Klabunde e do engenheiro ambiental André Kohler Klabunde, proprietários da Holista Soluções Sustentáveis. A residência é feita inteiramente com materiais de demolição e conta com uma cisterna com capacidade para mais de mil litros de água da chuva. Além dessas características, a casa tem outras soluções sustentáveis, baseadas no conceito de permacultura.
A cisterna tem diversas finalidades, desde a limpeza de áreas comuns da casa até a jardinagem. Próximo ao imóvel, há também um poço, que garante autonomia no abastecimento de água. O tratamento de esgoto, a compostagem de resíduos e uma agrofloresta integrada completam a obra.
“A atividade conversa com o tema da curricularização neste semestre e aproxima os acadêmicos da prática sustentável, mostrando suas possibilidades de perto”, resume a coordenadora do Curso de Fisioterapia, professora Leilane Marcos.
Conforme relata a Coordenadora da Curricularização da Extensão, professora Tatiana de Assis Girardi, os acadêmicos da terceira fase já trabalham a temática da sustentabilidade por meio do engajamento social, participando do programa “Eu ajudo na lata”, da UNIMED Brusque. A iniciativa arrecada lacres de alumínio para a aquisição de cadeiras de rodas personalizadas.
“A iniciativa na casa sustentável visou aproximar os estudantes das diversas possibilidades de aplicação da sustentabilidade no cotidiano. Como coordenadora da curricularização da extensão, busquei uma organização que personificasse o compromisso com o meio ambiente. O intuito é fazer com que o acadêmico visualize como a sustentabilidade pode ser aplicada em sua residência e, futuramente, em seu ambiente de trabalho, como profissional da saúde, promovendo um impacto positivo na sociedade e no ecossistema. Acredito que esse seja o objetivo final da curricularização da extensão.”
O estudante Nicolas Araldi aprovou a experiência. Em sua visão, o trabalho feito na casa mostra uma união entre funcionalidade, beleza e responsabilidade ambiental, por meio da redução de desperdícios e novos usos a recursos já existentes.
“Entre os principais destaques estão o sistema de captação e reaproveitamento da água da chuva, a presença de uma lagoa artificial integrada ao ambiente e o uso de aberturas amplas que favorecem a ventilação cruzada e a entrada de iluminação natural. Esses elementos não apenas reduzem impactos ambientais, como também contribuem para o conforto e bem-estar dos moradores. De forma geral, a atividade foi nota 10. Foi uma experiência muito positiva, que agregou muito conhecimento e, certamente, teve um impacto significativo não apenas para mim, mas para toda a turma”, explica.