Momento de diálogo
A acadêmica Maria Eduarda Batista, da 8.ª fase do curso, esteve entre as apresentadoras responsáveis pelo debate sobre o tema altas habilidades e superdotação. Segundo ela, a possibilidade de interagir com os participantes e a experiência enriquecem sua futura atuação profissional. Ela salienta a vontade de aprofundar seus conhecimentos sobre o tema como um dos reflexos da experiência.
Professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE), professores auxiliares, coordenadores pedagógicos da rede municipal de Brusque, além de acadêmicos do curso de Educação Especial da UNIFEBE, participaram de dois dias de imersão e troca de experiências. Para a atividade, foram preparados trabalhos sobre temas como deficiências físicas, visuais, auditivas e intelectuais, além do Transtorno do Espectro Autista e altas habilidades e superdotação.
Produzidos durante o primeiro semestre de 2026, os trabalhos apresentados reúnem os resultados de diferentes atividades promovidas pelo curso, como relata o professor Guilherme Augusto Lopes, um dos organizadores. Ele avalia que a programação foi pensada para unir a teoria trabalhada em sala de aula com uma ação prática. Na avaliação dele, a ação possibilitou uma experiência formativa mais concreta e próxima da futura atuação profissional.
“A proposta criou um espaço muito rico de troca de experiências entre os profissionais da rede pública, que atuam diretamente com o público-alvo da educação especial, e os acadêmicos que estão em fase de conclusão do curso”, avalia o professor. “Foi um momento muito proveitoso, pois permitiu que os estudantes socializassem conhecimentos adquiridos ao longo do curso, vivenciassem a prática da formação continuada e compreendessem melhor os desafios e as demandas do trabalho pedagógico inclusivo na educação básica”.
A coordenadora do curso de Educação Especial da UNIFEBE, professora Raquel Maria Cardoso Pedroso, descreve a programação como um momento de grande aprendizado. Exemplifica com as mudanças feitas ao longo da programação e com a possibilidade de os acadêmicos do curso prepararem as apresentações voltadas para profissionais da educação.
“Estive presente nos dois dias de formação, que contaram com públicos diferentes. Além do nervosismo inicial, os nossos acadêmicos demonstraram comprometimento e coragem ao discutirem temas presentes no dia a dia dos profissionais que participaram do evento. Houve momentos de troca e esclarecimento mútuos entre os lados e de muito aprendizado”, descreve a coordenadora.
“Foi uma oportunidade de dialogar com profissionais da educação, compartilhar propostas e trazer informações fundamentadas em evidências científicas sobre um tema que ainda é pouco compreendido e frequentemente cercado por mitos”, relata a acadêmica. “Fundamentar as características, as necessidades educacionais e os desafios enfrentados por esses estudantes são fundamentais para que eles sejam reconhecidos para além do desempenho acadêmico e tenham acesso a oportunidades que favoreçam o desenvolvimento de seu potencial”, descreve.