Um grupo de 26 estudantes do curso de Língua Portuguesa para Estrangeiros foi certificado após concluir a formação. Com o reconhecimento, os participantes, com idades que variavam entre os 25 e 74 anos e, em sua maioria, de países como Venezuela e Haiti, deram um passo importante no processo de adaptação ao Brasil e emissão de documentação.
O curso gratuito foi ministrado na UNIFEBE desde o segundo semestre de 2025, com carga horária de 60 horas. A formação segue as diretrizes determinadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) de ensino do idioma para estrangeiros.
Conforme a professora Anelede Feuzer, a noite foi emocionante e concretizou a realização de um sonho. Ela conta que o projeto desenvolvido na instituição é uma continuação de uma iniciativa que ela havia iniciado, ainda de forma voluntária.
“Esse momento é um dos meus grandes sonhos, desde lá de 2015, quando iniciei meu trabalho com a imigração”, afirma. “Na época, além da ajuda que eu estava prestando, de forma voluntária, eu queria conseguir ajudá-los de verdade, de uma forma que realmente suprisse tudo o que precisavam para ter uma vida no Brasil”, lembra.
A pró-reitora de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Cultura, professora Edinéia Pereira da Silva, acompanhou a cerimônia de certificação dos estudantes. Ela lembrou a dedicação dos envolvidos no planejamento para a efetivação do projeto, salientando a atuação da professora Anelede Feuzer. Com base no projeto que ela já mantinha, a iniciativa se desenvolveu após uma parceria inicial para o fornecimento de materiais.
Conforme a pró-reitora, a certificação pode colaborar com os trâmites para a obtenção da cidadania brasileira. Ela salientou a importância da certificação para o processo de adaptação e a documentação dos participantes, bem como o papel da instituição comunitária na promoção da educação.
“É um mérito da professora, e para nós é um orgulho tê-los aqui”, descreve. “Sabemos que eles precisam de um documento para permanecer no país, e que essa certificação é uma porta de entrada para aprender o idioma, trazendo uma esperança e possibilitando que busquem futuras formações.”