O III Hackathon do curso de Fisioterapia da UNIFEBE explorou a criatividade dos acadêmicos na criação de soluções sustentáveis e com foco na inclusão social da fisioterapia. A atividade consistiu na elaboração de projetos sob a ótica Ambiental, Social e de Governança (Environmental, Social and Governance — ESG), com potencial real de mercado e considerando a sustentabilidade no processo.
A professora responsável pelo Hackathon, Tatiana de Assis Girardi, relata um avanço considerável no amadurecimento dos estudantes, que se refletiu tanto na consistência das ideias quanto no trabalho em equipe. Em suas palavras, a entrega deles “saiu do óbvio”.
“Para mim, o evento atingiu em cheio o seu verdadeiro propósito: fazer com que os estudantes saiam da caixinha. Eles foram desafiados a pensar em estratégias reais para a fisioterapia, com foco na sustentabilidade. Vi grupos que, literalmente da noite para o dia, viraram a chave, desconstruíram e transformaram completamente suas ideias iniciais. E o mais legal de tudo é que um desses grupos, que teve a coragem de recomeçar e mudar de rumo, acabou sendo o grande vencedor! Isso mostrou uma resiliência e uma capacidade de inovação incríveis”, explica.
O projeto vencedor, que passou por muitas reviravoltas, foi o das acadêmicas Elizandra Leoni, Geisiane Regis, Giovana Elias da Luz, Luana Martins e Sofia Gelatti. Trata-se de uma cooperativa voltada à geração de oportunidades de emprego e ao apoio à reabilitação de pessoas de baixa renda. Para viabilizar a proposta, a ideia é estabelecer parcerias com o Sistema Único de Saúde (SUS), organizações não governamentais (ONGs) e clínicas de fisioterapia, que atuariam como canais de divulgação e comercialização dos produtos da cooperativa.
“Nossa ideia também se destacou pelo compromisso com a sustentabilidade, uma vez que os produtos seriam confeccionados manualmente utilizando materiais sustentáveis. Durante o processo, fomos constantemente desafiadas a desenvolver soluções criativas e inovadoras, o que nos permitiu descobrir habilidades e competências até então desconhecidas”, explica Giovana.
A acadêmica relata que o grupo chegou a reformular a proposta três vezes até definir o projeto final. Além disso, toda a estrutura do trabalho foi concluída em um único dia, antes da apresentação definitiva. Segundo Giovana, isso exigiu grande dedicação, organização e trabalho em equipe, e foi uma experiência extremamente enriquecedora e desafiadora.
“Todo o esforço e empenho dedicados ao projeto foram recompensados no dia da apresentação, quando conquistamos o primeiro lugar na competição. Receber esse reconhecimento foi motivo de grande satisfação e orgulho para toda a equipe, pois refletiu o comprometimento, a perseverança e a dedicação investidos em cada etapa do trabalho”, relata.
Entre os trabalhos apresentados nas diversas edições da atividade, estão alternativas para materiais descartáveis, desenvolvimento de sites ou aplicativos que podem otimizar a triagem, prontuários e/ou o teleatendimento. Também são apresentadas ideias para incentivar a criação de design de dispositivos de reabilitação ou órteses feitos com materiais recicláveis, biodegradáveis ou de baixo custo de produção.
“O Hackathon transforma estudantes que seriam apenas ‘reprodutores de técnicas’ em desenvolvedores de soluções. É uma atividade que eleva o nível acadêmico da instituição, entrega projetos com potencial real de mercado e forma profissionais com consciência ecológica, algo que o mercado de trabalho atual tem exigido e valorizado cada vez mais”, conclui a coordenadora do curso de Fisioterapia, professora Leilane Marcos.