notícias colégio
Notícias
18 de junho de 2026
por: João Roberge
João Roberge

Acadêmicos de Tecnologia Educacional apresentam jogos originais sobre sustentabilidade

Atividade integrou a curricularização da extensão e foi aplicada em escolas de Brusque

Os acadêmicos do curso de Licenciatura em Tecnologia Educacional realizaram, em 9 de junho, a Mostra de Trabalhos da Curricularização da Extensão. A comunidade da UNIFEBE pôde conhecer os jogos desenvolvidos e aplicados em trabalhos com turmas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio ao longo do semestre.

Na curricularização da extensão 2026.1, os acadêmicos foram divididos em quatro grupos de até cinco integrantes e desenvolveram jogos educativos utilizando diferentes recursos e materiais, incluindo a possibilidade do uso de materiais digitais. O objetivo central de cada jogo era estimular a consciência crítica e a aprendizagem, de forma lúdica e significativa, sobre questões ambientais e a importância da sustentabilidade.

Cada grupo produziu cinco unidades do próprio jogo e escolheu escolas para realizar uma apresentação e praticar com turmas do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.

O grupo do acadêmico Fábio Voss desenvolveu o jogo de cartas “Lianas” no qual os participantes devem estabelecer conexões entre diferentes elementos trabalhando o aprendizado sobre espécies de árvores, ecossistemas e preservação da natureza. “A ideia do Lianas surgiu de um sonho que tive na noite anterior, com linhas cruzadas. Quando entramos na semana da curricularização da extensão, logo associei à ideia de um jogo sobre conexões. É isso que as lianas fazem: conectam as árvores umas às outras”, explica Fábio.

Além de Fábio, a equipe foi formada por Diolanda Vargas, Marta Cristina Borchartt, Marlene Ferreira da Silva e Kauã Henrique Petermann. O quinteto começou com uma etapa de prototipagem, desenhando as cartas à mão e testando diversos estilos e mecânicas de jogo. Após definirem como o jogo funcionaria, iniciaram a etapa de design, que Fábio considera a mais crucial para o desenvolvimento e a definição da identidade do Lianas.

A equipe que desenvolveu o jogo Lianas

“Elaborar um jogo foi uma tarefa realmente desafiadora, e concluí-la durante a graduação serviu como incentivo a me inserir nesse mercado de trabalho. Ressalto que confiar no processo de produção e seguir os próprios instintos é essencial em qualquer processo criativo”, explica.

Os acadêmicos Jamile Valverde Marcos, Laura Fernandes de Oliveira, Priscila de Souza, Nilcicléia Chagas Furquim e Everton do Nascimento desenvolveram o jogo “Guardiões da Floresta”. A ideia central é abordar os três pilares do conceito de sustentabilidade: o ambiental, o social e o econômico.

“Queríamos que os estudantes compreendessem que sustentabilidade vai muito além da reciclagem. Ela abrange escolhas, atitudes, responsabilidade coletiva, cuidado com o território e percepção crítica sobre os impactos de nossas ações no mundo”, explica Laura.

O Guardiões da Floresta mistura os ambientes digital e físico. Conforme explica Laura, o jogo foi desenvolvido no Scratch utilizando programação em blocos e estruturado em uma trilha linear com três fases. Cada uma delas representa um dos pilares da sustentabilidade e propõe desafios diferentes aos estudantes.

Após completarem as três fases, os estudantes participam de um desafio físico de ordenação lógica, inspirado em jogos de puzzle, em um movimento por turno, estimulando a competição, o raciocínio lógico, a colaboração e o engajamento. É uma espécie de missão final para vencer.

“O principal resultado foi perceber que a tecnologia pode ser usada como meio de aprendizagem, e não como um fim em si. O jogo não foi pensado apenas para utilizar a tecnologia, mas para proporcionar uma experiência na qual os estudantes pudessem aprender enquanto jogam, erram, tentam novamente, colaboram e refletem sobre o seu próprio papel na construção de um mundo mais sustentável.”

Os acadêmicos que desenvolveram o jogo “Guardiões da Floresta”

O projeto está em fase de atualização e tem como proposta a integração de sensores e Arduino, para ampliar a interação entre o físico e o digital. “A ideia é que o ‘Guardiões da Floresta’ continue evoluindo como uma experiência pedagógica gamificada, interativa e capaz de aproximar sustentabilidade, pensamento computacional e protagonismo estudantil.”

A coordenadora da Curricularização da Extensão, Juliana Pedroso Bruns, expressa seu orgulho pelos resultados alcançados. De sua perspectiva, foi inspirador acompanhar o envolvimento dos acadêmicos e a qualidade dos trabalhos produzidos, que evidenciaram o potencial da extensão universitária para a formação de professores inovadores, críticos e comprometidos com a educação e a transformação social.

“Os acadêmicos demonstraram criatividade, responsabilidade e comprometimento ao desenvolverem jogos educativos voltados à sustentabilidade. A aplicação desses jogos em escolas da Educação Básica no município de Brusque proporcionou experiências significativas de aprendizagem e fortaleceu a aproximação entre a universidade e a comunidade”, explica.

“Além disso, os grupos elaborarão um banner para apresentação no ENPEX-2026, socializando os resultados da experiência extensionista. A ideia foi contribuir para a formação docente dos acadêmicos, fortalecendo a relação entre a universidade e a escola, incentivando práticas pedagógicas inovadoras que integrem tecnologia, ludicidade e educação para a sustentabilidade”, conclui o coordenador do Curso de Tecnologia Educacional, professor Fernando Luís Merízio.

Fale Conosco / Assessoria de Comunicação Social:

comunicacao.assessor@unifebe.edu.br / 47 3211-7223

Postagens relacionadas

UNIFEBE apoia jogo de vôlei
Esportes

UNIFEBE apoia jogo de vôlei


27 de janeiro de 2017
Instituição marca presença no Dia da Construção Social
Serviço

Instituição marca presença no Dia da Construção Social


31 de agosto de 2016
Reitor participa de eventos voltados à Segurança Pública
Acafe

Reitor participa de eventos voltados à Segurança Pública


19 de dezembro de 2018
Skip to content