Diferentes toys arts produzidos com retalhos de tecidos, um bingo reciclável e uma ecobrinquedoteca estiveram entre os projetos desenvolvidos como parte da curricularização da extensão do curso de Pedagogia – Anos Iniciais da UNIFEBE. As propostas, desenvolvidas por acadêmicos, foram aplicadas em espaços formativos e não formativos de Brusque e região.
A sustentabilidade em espaços públicos esteve no foco das propostas dos professores do curso. Além das escolas, os projetos foram aplicados em praças, igrejas e ambientes comunitários, abrangendo e integrando diferentes idades.
O professor Marcelo Noldin foi o responsável pela curricularização e salienta a maior proximidade entre a instituição e a comunidade proporcionada pelas propostas pedagógicas desenvolvidas. “A iniciativa proporcionou aos acadêmicos experiências pedagógicas concretas e transformadoras. Ao unir sustentabilidade, aprendizagem e compromisso social, a iniciativa qualificou a formação docente e reafirmou a educação como caminho para a construção de uma sociedade consciente, participativa e responsável”, descreve.
Na avaliação do professor, as iniciativas utilizaram materiais reutilizáveis e serviram como estímulo à criatividade, ao trabalho colaborativo, à consciência ambiental e à aprendizagem. Ele destaca a integração entre crianças, jovens, adultos e idosos em práticas contextualizadas. “Além de promover reflexões sobre consumo consciente, reaproveitamento de materiais e preservação ambiental, os projetos contribuíram para a formação dos futuros professores, que puderam vivenciar, na prática, o planejamento, a execução e a avaliação de ações pedagógicas alinhadas às demandas e necessidades da comunidade”.
Práticas pedagógicas
Conforme a coordenadora dos cursos de Pedagogia e de Pedagogia – Anos Iniciais, professora Gissele Prette, os projetos desenvolvidos durante a curricularização da extensão representam uma estratégia pedagógica e formativa essencial para a formação de profissionais comprometidos com os desafios contemporâneos da educação.
“As ações desenvolvidas demonstram a relevância de aproximar o conhecimento acadêmico das demandas reais da comunidade. Ao promoverem experiências educativas em espaços formativos e não formativos, envolvendo pessoas de diferentes gerações, desde crianças até idosos, os acadêmicos têm a oportunidade de vivenciar, na prática, a diversidade dos contextos de aprendizagem e compreendendo, assim, de forma ampla, a responsabilidade social da docência. A sustentabilidade, princípio transversal dessas ações, contribui para uma formação crítica, ética e sensível às necessidades contemporâneas, fortalecendo o compromisso com a construção de comunidades conscientes, inclusivas e socialmente responsáveis.”
Para a acadêmica Nathaly Telles da Silva, da primeira fase do curso, a experiência foi gratificante pelo conhecimento proporcionado, mesmo que diferente. Ela, afirma que o envolvimento com os projetos possibilitou a interação com o exercício da pedagogia e foi gratificante por permitir que os estudantes interagissem com os brinquedos produzidos.
“Durante essa experiência, pude compreender, na prática, a importância de promover a sustentabilidade em conjunto com o desenvolvimento da autonomia das crianças, principalmente quando elas montaram seus próprios brinquedos”, descreve.