Os estandes montados nos corredores do Colégio UNIFEBE para o 5.º Festival Gastronômico receberam elementos alusivos à cultura de cada país. Em cada um deles, os grupos de estudantes do Ensino Médio detalhavam características da culinária típica e da cultura do país escolhido.
A atividade foi uma oportunidade para os estudantes dos primeiros anos do Ensino Médio praticarem os idiomas em situações reais. Projetado como uma iniciativa multidisciplinar, o Festival contou com ações relacionadas a componentes curriculares como Projeto de Vida, Artes e Filosofia, além de Inglês e Espanhol.
Conforme a professora de língua estrangeira — Espanhol, Paola Tetzner, a intenção do projeto é estimular a prática de idiomas e a interculturalidade por meio do contato com diferentes tradições culinárias e culturais. Outro ponto destacado pela professora foi o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, tais como a criatividade, responsabilidade, colaboração e autonomia.
“Eu me senti como se estivesse nos países que os alunos apresentavam. O Festival Gastronômico é uma verdadeira imersão cultural, na qual os participantes vivenciam diferentes tradições, sabores e idiomas. É uma experiência que vai muito além da sala de aula, tornando o aprendizado vivo, significativo e inesquecível”, descreve a professora.
Em linha semelhante, a coordenadora do Ensino Médio, professora Jéssica Leme Cano, salienta a importância de estimular habilidades como comunicação, pesquisa, organização, criatividade e trabalho em equipe durante os preparativos da atividade. De acordo com ela, a experiência proporcionada pela atividade contribui para a formação dos jovens em diferentes aspectos.
“A cada edição, percebemos o quanto eles evoluem e ganham confiança para se expressar em uma língua estrangeira. É uma alegria acompanhar esse crescimento e celebrar mais um festival marcado pelo protagonismo, pelo aprendizado e pelo envolvimento de nossos estudantes”, descreve. “O festival vai muito além da gastronomia. Ele permite que os estudantes conheçam e compartilhem aspectos culturais de diferentes países, enriquecendo a vivência de toda a comunidade escolar”.
Para o diretor do Colégio UNIFEBE, professor Leonardo Ristow, o Festival Gastronômico proporciona um contato com diferentes elementos culturais e é uma oportunidade de integração de diferentes aspectos de aprendizagem.
“O trabalho realizado pelos professores reflete a visão do que o colégio pensa sobre a educação na integralidade do processo e em um conhecimento aplicado”, descreve. “Aprender um conteúdo apenas pelo conteúdo é importante, mas, quando conseguimos contextualizá-lo, proporcionamos um significado para ele e a aplicação desse conhecimento envolvendo outras dimensões. Dessa forma, o conhecimento se torna muito mais significativo para os nossos estudantes”.
Segundo ele, o projeto é benéfico não somente para os estudantes que o apresentam, mas também para quem assiste às exibições e tem a oportunidade de conhecer mais sobre a cultura de outros países.
Com base em pesquisas e atividades desenvolvidas desde o início do ano letivo, as apresentações do festival reuniam informações sobre a origem de cada prato típico, seus principais ingredientes, modo de preparo e curiosidades alusivas. A estudante Thuany Pretti, do 1.º ano A, relata que a atividade, além de praticar o idioma inglês, foi uma oportunidade de conhecer a sobremesa pavlova, típica de países da Austrália e da Nova Zelândia, e novas culturas, ao acompanhar os trabalhos dos demais colegas.
Segundo a jovem, a iguaria, feita de merengue e frutas vermelhas, é uma homenagem à bailarina Anna Pavlova, e há até versões feitas no Brasil, apesar de ser menos popular. Ela destaca o cuidado que os grupos tiveram com o preparo dos estandes para o dia das apresentações. No caso deles, todo o material foi preparado previamente, para ser montado com maior agilidade. Com o tempo extra, Thuany afirma que optaram por repassar e ajustar as informações que seriam apresentadas aos avaliadores.
“Considero o inglês um idioma muito importante. Falando e interagindo, podemos ampliar nossos conhecimentos”, descreve. “Gostei muito. Foi uma manhã diferente e descontraída, na qual tivemos contato com outras culturas e sabores. Foi uma oportunidade de interagir e conhecer mais sobre os idiomas e culinárias de outros países”, afirma a estudante.