A UNIFEBE recebeu, nesta sexta-feira (22), a palestra “Do DNA à cor: A Revolução da Indústria Têxtil”. O evento foi promovido pelo curso de Pós-Graduação MBA em Gestão da Cadeira Têxtil e teve como tema central uma nova tecnologia de tingimento de tecidos, aplicada pela Siderquímica, em parceria com a britânica Colorifix. As apresentações ficaram a cargo do cofundador e CEO da Colorifix, Orr Yarkoni, e de Rui Sá, Chief Commercial Officer (CCO) da Colorifix.
Conforme relata o coordenador do curso, professor Wallace Nobrega Lopo, o tema da palestra parte da necessidade de a indústria têxtil substituir os corantes naturais por soluções mais estáveis, rápidas e sustentáveis.
Dessa forma, a Colorifix tem aplicado uma opção que propõe redução de tempo e de custos. Extraindo genes de cor das fontes naturais de corantes, tem sido possível replicar pigmentos por meio de bactérias específicas para esta finalidade. A solução está sendo adotada ainda em pequena escala na indústria têxtil brusquense, por meio da Siderquímica. É uma empresa parceira do MBA em Gestão da Cadeira Têxtil, com aulas práticas sendo realizadas dentro de sua estrutura.
“É um processo biodegradável, com redução do uso de água, com redução de tempo. O mais bacana dessa inovação é que ela já está dentro de Brusque. Já são realizados testes em artigos diferenciados, com resultados muito promissores”, destaca a professora Deise Amorim Dognini.
“É um caminho sem volta. Por exemplo, a Universidade do Minho, em Portugal, parceira da UNIFEBE, já descartou completamente os estudos de corantes naturais provenientes apenas de plantas. São corantes vulneráveis à luz e à lavação, além da dificuldade na reprodução e na variedade de cores”, completa o professor Wallace Nobrega Lopo.
Conforme relata o representante da Siderquímica, Fábio Peixoto, trata-se de uma tecnologia disruptiva, que deverá mudar o mercado. “Fomos agraciados em termos sido escolhidos pela Colorifix como empresa parceira na América Latina. Já é realidade, já estamos conseguindo fazer esse produto, com o tingimento no Brasil. Para a Siderquímica, é muito orgulho.”