Estudantes dos 5.ºs Anos A e B do Ensino Fundamental I do Colégio UNIFEBE puderam conhecer a as rotina e práticas envolvidas no trabalho de um escultor em plena produção de uma de suas obras. A possibilidade de interação com o artista plástico Karl Guenther Theichmann ocorreu no Bloco H da UNIFEBE, onde ele trabalha na escultura “Feminino em Movimento”. O monumento deve compor o acervo de esculturas do Campus Santa Terezinha, sendo posicionado em frente ao Bloco G.
Durante a atividade, o escultor apresentou os equipamentos utilizados em seu trabalho, relembrou curiosidades e passagens marcantes de sua trajetória profissional e detalhou aos estudantes as diferenças no uso dos diversos materiais utilizados nas esculturas.
Sendo a quarta geração da família a trabalhar com esculturas, Karl, que possuí larga experiência, assina obras como esculturas, pinturas e bustos na cidade, já teve uma de suas obras encaminhada para a Alemanha. Durante a interação, o artista também deu sugestões aos jovens estudantes que desejam se aprofundar no estudo e na produção de arte.
“Comecem com um material mais simples. Uma argila, que você tenha a oportunidade de melhorar a peça sem ter um custo alto, trabalhar melhor. A pedra já é um material que você precisa ter um estudo maior para trabalhar. Com a argila, você consegue dar formas tridimensionais, é mais barata e fica um resultado bonito também”, recomenda.
História e identidade
A experiência proporcionada aos estudantes baseou-se nas indicações do livro Brusque Através dos Meus Olhos: Turismo, História e Identidade, escrito pela presidente da Fundação Educacional de Brusque (Febe) e reitora da UNIFEBE, professora Rosemari Glatz, e apresentado aos professores da rede pública de educação de Brusque. A publicação, de 2026, foi editada pela Editora UNIFEBE e está disponível gratuitamente no site da editora, em formato e-book.
Na obra, a autora explora o conceito de Turismo Pedagógico no contexto da cidade de Brusque, descrito por ela como um “território educativo completo”. Ela também sugere atividades e locais que podem contribuir para a aprendizagem de História, Geografia e Língua Portuguesa.
“Quando soubemos da oportunidade de conhecer o escultor que estava no campus produzindo a nova obra, entendemos que seria uma oportunidade perfeita para conectar o conteúdo à prática”, relata a coordenadora do Ensino Fundamental I, Janice Olienik. “Para nós, é muito significativo saber que existe essa extensão histórica e cultural dentro da própria instituição e poder proporcionar esse contato direto com a arte. A aprendizagem acontece de forma muito mais profunda quando a criança vivencia o que está estudando”.
Para o diretor do Colégio UNIFEBE, professor Leonardo Ristow, ampliar o ensino para além da sala de aula é uma forma de valorizar a formação integral dos estudantes. Ele salienta o papel da atividade na valorização cultural e histórica da cidade.
“É muito bom poder ver que, no ano que o campus Santa Terezinha da UNIFEBE completa 25 anos, ele teve seus diferentes espaços transformados em laboratórios abertos. Eles permitem a observação, realização de experiências e outras práticas que auxiliam no desenvolvimento de estratégias educativas para as nossas crianças. Ter essas obras de arte em nosso campus privilegia ainda mais a formação integral do nosso aluno que, para além do conhecimento, também envolve a cultura, a compreensão da história da nossa cidade, entre outros aspectos”, descreve.
Da sala de aula à prática
A programação foi acompanhada pelas professoras Joice Kistenmacher e Julia Gohr, que proporcionam aos estudantes uma vivência prática do conteúdo trabalhado em sala de aula. Atualmente, as duas turmas estudam o contexto de vida dos primeiros povos humanos, como parte do componente curricular de História. Nesse contexto, as formas de organização, crenças, a cultura e as formas como eles registravam seu cotidiano fazem parte dos estudos.
“Desde o início dessa temática, também conversamos em sala sobre como a Arte contribui significativamente para o estudo da História, pois muitas vezes é por meio das produções artísticas que conseguimos compreender melhor o que foi vivido em determinada época. A arte retrata costumes, valores, crenças e formas de organização social, tornando-se uma importante fonte histórica”, descreve a professora Julia.
Na avaliação dela, a visita ao escultor foi uma forma de ampliar o aprendizado, possibilitando que os jovens estudantes visualizassem todos os detalhes, proporções e texturas de uma escultura. A professora salienta a interação proporcionada entre as turmas e o artista. Antes do encontro, os estudantes haviam preparado perguntas sobre a arte, processo criativo e rotina de produção de uma obra desse tipo.
“A experiência foi maravilhosa e extremamente enriquecedora. Foi um momento muito proveitoso, de conexão entre a teoria e a prática, que despertou ainda mais o interesse e o entusiasmo das crianças pelo conteúdo estudado. Além disso, a turma está ansiosa para que a escultura fique pronta e possamos visita-la”, relata.