O curso de Direito da UNIFEBE teve mais 11 acadêmicos aprovados no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), realizado no segundo semestre de 2025. Com a aprovação, os estudantes e bacharéis em Direito estão legalmente aptos a advogar no país.
Isabele Basso é uma das acadêmicas que conseguiu a aprovação mesmo antes da formatura. Ela é estudante da nona fase e, ao fim da graduação na UNIFEBE, poderá receber sua carteira da Ordem dos Advogados do Brasil.
A sala de aula teve peso decisivo na aprovação. “As aulas expositivas fazem com que o aluno possa compreender melhor a forma como os conteúdos são cobrados, e alguns professores conseguem transmitir, já na hora da aula, as especificidades da atuação na prática”, explica.
“O aprendizado na sala de aula foi muito importante para a minha aprovação; a atenção durante as aulas e o estudo das matérias abordadas foram fundamentais para o sucesso da prova”, completa Henrique Perão Silveira, também acadêmico da nona fase.
Ao longo de dois meses, Isabele estudou três horas por dia, mas há outras situações que merecem atenção dos candidatos. “Minha maior dica é acreditar em si mesmo. Primeiramente, não temos que ter medo da primeira fase da prova. Temos que nos focar em um melhor rendimento na segunda fase. Se for possível, foque também em um cursinho de sua preferência e estude, desde o início, ao lado do Vade Mecum que vai usar na hora da prova.”
Para Henrique, o ideal é que a preparação comece ao longo da graduação. Conforme sua experiência, o estudo bem construído durante as aulas torna a preparação para o exame muito mais tranquila. “Minha preparação mais intensa foi para a segunda fase. Durante um mês antes da prova, dediquei todas as tardes para estudar a matéria escolhida, focando na prática da peça processual.”
Andriel Crepas foi outro dos aprovados na nona fase. Em sua visão, a aprovação é resultado de estudo aplicado na resolução de questões. Independentemente de qual técnica será utilizada, ele vê o treinamento como fundamental. Sua preparação incluiu de 9 a 16 horas semanais dedicadas aos estudos.
“As matérias lecionadas em sala de aula e as avaliações aplicadas pelos professores são uma prévia daquilo que o Exame de Ordem exige do examinando. Por isso, atentar-se aos conteúdos abordados durante a graduação é de fundamental importância, pois torna o processo de preparação mais orgânico e aumenta consideravelmente as chances de aprovação”, destaca.
Quem também revela parte de sua estratégia é a acadêmica Marina Regina Lana Schork, da nona fase. Para a primeira prova, o foco foi em simulados e em estudos nas matérias em que ela mais cometia erros. Na segunda etapa, o manuseio do Vade Mecum foi decisivo.
“Acredito que focar nas matérias que você erra mais ajuda muito, porque diminui boa parte do leque de matérias a serem estudadas e garante que você acerte mais questões. Essa estratégia foi fundamental para que eu alcançasse mais de 40 pontos na primeira prova. Quanto à segunda prova, o maior segredo é saber manusear o Vade Mecum, todas as respostas estarão lá. Foi importante uma estratégia eficaz para gerenciar o tempo: na elaboração da peça, fazer somente o esqueleto da peça na folha de rascunho, e desenvolver o texto completo já na folha de resposta. Isso ajuda muito.”
O Exame
O Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é aplicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a sua aprovação é um requisito legal para que os bacharéis em Direito possam advogar no país. Os estudantes podem inscrever-se para participar do concurso a partir da 9.ª fase do curso, desde que tenham concluído e sido aprovados em todos os componentes curriculares até então.
A primeira etapa da prova é teórica, de múltipla escolha, sem nenhuma consulta. Já a segunda fase prevê um teste prático, baseado em uma peça jurídica (petição), envolvendo as mais diversas áreas do Direito, desde o tributário, constitucional, previdenciário, trabalhista, civil, penal, entre outras.
Para a coordenadora do Curso de Direito da UNIFEBE, professora Anna Mattoso, o elevado índice de aprovação dos acadêmicos das duas fases finais reafirma o compromisso da instituição com a excelência no ensino jurídico e com a formação prática dos futuros profissionais.
“Os resultados expressivos refletem não apenas a qualidade do corpo docente, mas também a metodologia aplicada ao longo da graduação, que integra teoria e prática por meio de avaliações estratégicas como a Prova Operatória Institucional (POI), composta por questões de concursos públicos”, ressalta.
A professora também destaca o que os aprovados têm em comum. “Observa-se que os estudantes que alcançam esse desempenho são aqueles que se dedicam de forma consistente, realizam estágios, aproveitam o contato direto com os professores e se engajam ativamente na resolução de questões em sala de aula. Com foco, disciplina e objetivos bem definidos, esses acadêmicos transformam a preparação em rotina, potencializando suas chances de sucesso não apenas no Exame da Ordem, mas também em concursos públicos, consolidando trajetórias profissionais promissoras”, conclui.
Confira a lista de aprovados
Andriel Crepas
Bruna Campi Benvenutti
Camili Angela Merisio
Isabele Basso
Henrique Perão Silveira
Jaini da Silva Gambeta
João Henrique Zen Voltolini
Olga Cristina Cardoso Barbosa
Marina Regina Lana Schork
Matheus Lopes Neto
