A acadêmica Maria Luiza Kohler, do curso de Fisioterapia da UNIFEBE, apresentou um artigo no Congresso Internacional de Fisioterapia Neonatal e Pediátrica, realizado de 23 a 26 de abril, em Recife (PE). Seu trabalho, orientado pela professora Luize Bueno de Araújo, tem como tema a neuroplasticidade nos primeiros anos de vida e as implicações da intervenção precoce.
Neuroplasticidade é a capacidade do sistema nervoso de mudar, adaptar-se e reorganizar sua estrutura e seu funcionamento ao longo da vida, como resposta a novas experiências, aprendizados, estímulos ambientais ou lesões.
“Nosso trabalho foi construído com base nas pesquisas científicas mais recentes sobre neuroplasticidade e intervenção precoce. Nós analisamos estudos publicados nas principais bases de dados da área da saúde para entender como os estímulos motores, nos primeiros anos de vida, influenciam o desenvolvimento e a organização do sistema nervoso”, explica Maria Luiza.
O artigo conclui que a neuroplasticidade na primeira infância é altamente dependente de experiência. “Isto torna a intervenção precoce uma estratégia fundamental na prática fisioterapêutica, visto que ela aproveita a janela de maior neuroplasticidade cerebral”, destaca a acadêmica.
Portanto, estímulos motores adequados favorecem a organização e consolidação dos circuitos neurais, enquanto experiências limitadas ou desorganizadas podem comprometer esse processo. Dessa forma, a intervenção fisioterápica precoce deixa de ser um recurso apenas na reabilitação funcional e representa um modulador biológico do sistema nervoso em desenvolvimento.
No congresso, a estudante da UNIFEBE teve contato com pesquisas atuais e discussões relevantes na área da fisioterapia neonatal e pediátrica, especialmente sobre desenvolvimento infantil, intervenção precoce e neuroplasticidade.
“Foi uma oportunidade importante para a troca de experiências com profissionais e pesquisadores da área. Participar do congresso e apresentar esse trabalho foi uma experiência muito enriquecedora. Foi uma oportunidade de aprofundar conhecimentos em uma área pela qual tenho grande interesse e também de vivenciar mais de perto o ambiente científico e a produção de pesquisa”, destaca.
Orgulhosa de sua aluna, a professora Luize Bueno de Araújo dá todos os créditos a Maria Luiza. “A iniciativa do trabalho foi totalmente dela. Ela teve a iniciativa de encontrar o congresso e perguntou minha opinião. A partir daí, eu a ajudei a fazer os ajustes do tema, o que seria interessante abordar. E ela desenvolveu o trabalho enquanto eu fui orientando e conduzindo esse desenvolvimento.”
A coordenadora do Curso de Fisioterapia, professora Leilane Marcos, celebra a dedicação da estudante, considerada um reflexo do curso como um todo. “Ficamos muito felizes com a iniciativa da Maria Luiza, uma acadêmica que vive a fisioterapia e que busca sempre um pouco mais. O Curso de Fisioterapia da UNIFEBE tem ótima infraestrutura e professores muito qualificados, mas os resultados têm uma contribuição decisiva que vem da dedicação dos nossos acadêmicos.”