Turmas da UNIFEBE participaram de visitas técnicas à Torre de Alta Complexidade do Hospital Azambuja, em Brusque. Com duração de quatro horas, as atividades tiveram como objetivo aproximar os acadêmicos da prática profissional e ampliar a compreensão dos desafios do planejamento e da execução de edificações hospitalares. Em 21 de agosto, participaram turmas dos cursos de Arquitetura e Urbanismo e de Engenharia Civil. Em 17 de setembro, foi a vez dos pós-graduandos em Gerenciamento e Qualidade de Obras.
A visita foi orientada pelo coordenador do Curso de Arquitetura e Urbanismo, professor Marcelius Oliveira de Aguiar. Durante o percurso, os acadêmicos conheceram a organização arquitetônica dos espaços e os sistemas técnicos que garantem o funcionamento da estrutura hospitalar. Eles observaram aspectos como a circulação de pessoas, os fluxos internos e a integração entre os projetos arquitetônicos e as instalações prediais.
Entre os sistemas apresentados, estavam as redes elétricas e hidrossanitárias, os sistemas de climatização e de renovação do ar, de distribuição de gases medicinais, de telecomunicações e de prevenção contra incêndios. Os estudantes também conferiram elementos como shafts, prumadas e áreas técnicas, fundamentais para a distribuição das instalações pelo edifício. A abordagem destacou a importância da compatibilização entre os diferentes projetos, considerando as necessidades específicas de cada ambiente e a acessibilidade para a manutenção dos sistemas.
A Torre de Alta Complexidade reúne setores com exigências técnicas distintas, como Centro Cirúrgico, Central de Material Esterilizado (CME), Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, UTI Adulto, áreas de internação e heliponto. Essa diversidade permitiu que os participantes compreendessem como os requisitos funcionais e técnicos influenciam a concepção e a organização de uma edificação destinada à assistência à saúde.

Para o professor Marcelius, a experiência contribui para a formação de profissionais capazes de compreender a edificação de maneira integrada e relacionar as decisões de projeto às condições de execução e uso dos espaços. Ele destaca a relação direta entre a atividade e os componentes curriculares que ministra atualmente.
“Na obra, os acadêmicos conseguem perceber como uma decisão de projeto interfere na organização dos ambientes, nos fluxos de circulação e no espaço necessário para instalar e manter os sistemas prediais. Para a formação em Arquitetura e Urbanismo, compreender essas relações é essencial, pois a concepção arquitetônica precisa articular as necessidades dos usuários às exigências técnicas de cada ambiente. Na disciplina de Projeto Arquitetônico: Instalações, a visita dá sentido prático a essa integração. Na pós-graduação, em Projetos em BIM e Compatibilização de Projetos, são oferecidas referências concretas para discutir como a coordenação dos projetos e o uso do BIM podem contribuir para identificar interferências, planejar a execução e prevenir retrabalhos. Essa aproximação entre ensino e prática contribui para desenvolver um olhar crítico, atento à segurança, ao funcionamento e à manutenção da edificação”, destaca.
Essa iniciativa, que integrou as ações de extensão universitária da UNIFEBE, visou relacionar os conteúdos trabalhados em sala de aula às condições de uma edificação real. Por meio de observações diretas, questionamentos e trocas de experiências, os estudantes aprofundaram seus conhecimentos sobre a complexidade dos projetos hospitalares e sobre a integração entre arquitetura, engenharia e instalações.
Para a pós-graduanda, Daniela Menegazzo Hoepers, foi uma visita muito interessante, marcada também pela importância do Hospital Azambuja para Brusque e região. “Foi muito importante ver alguns pontos na prática, sobre projeto, compatibilização, tubulações, em um curso de Pós-Graduação voltado ao gerenciamento e à qualidade de obras”, destaca. A atividade foi realizada integrando o componente Projetos em BIM e Compatibilização de Projetos.
A coordenadora do Curso de Engenharia Civil e da Pós-Graduação em Gerenciamento e Qualidade de Obras, professora Vivian Siffert Wilder, participou da primeira visita, como professora do componente curricular de Instalações Elétricas. Ela agradeceu à equipe do hospital pela oportunidade.
“Foi incrível participar dessa visita técnica e proporcionar essa experiência única de conhecer as instalações hospitalares em construção na torre de Alta Complexidade no Hospital Azambuja, referência em nossa região. Nossos acadêmicos de graduação e pós-graduação poderão atuar nesse segmento; então, realizar essa visita traz maior compreensão prática para além dos projetos de instalações vistos em sala. São muitos pontos diferentes a considerar para atender às especificações técnicas de uma obra desse porte.”