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27 de abril de 2026
por: Marcelo Gouvêa
Marcelo Gouvêa

Acadêmicos da UNIFEBE realizam visita técnica na Villa Quisisana

Abordagem interdisciplinar do curso de Arquitetura e Urbanismo envolveu acadêmicos da 9.ª fase

Um dos edifícios mais marcantes do cenário urbano de Brusque, a Villa Quisisana foi escolhida como destino para uma visita técnica de acadêmicos de Arquitetura e Urbanismo da UNIFEBE. A atividade faz parte dos componentes curriculares de Projeto Arquitetônico: Interiores e Técnicas Retrospectivas, ambos da 9.ª fase do curso.
A acadêmica Isabella Clemes Godinho destacou os elementos de época presentes no edifício da década de 1930. Segundo ela, as características do local refletem os hábitos da época e dos moradores, exemplificando a presença de uma lareira na sala, um bar elevado, para recepção de convidados e o mobiliário.

“Essa experiência soma aos conteúdos acadêmicos por integrar teoria e prática, evidenciando a importância da preservação do patrimônio como meio de manter vivas a memória coletiva e a identidade cultural”, afirma a acadêmica. “Contribui para a formação de um olhar mais crítico e sensível, capaz de articular os conhecimentos de projetos de interiores com os princípios do patrimônio histórico, reafirmando o papel dos profissionais da nossa área na valorização e conservação da arquitetura existente”, avalia.

Conforme o coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo, professor Marcelius de Oliveira Aguiar, a visita técnica à Villa Quisisana materializa a articulação entre a teoria, a prática projetual e a leitura crítica do patrimônio edificado. Ele considera essa experiência relevante e indispensável. “Trata-se de uma edificação de expressiva representatividade arquitetônica e histórica. Sua análise permite que os acadêmicos compreendam as relações entre espaço, memória urbana e identidade cultural. Isso evidencia que intervir em preexistências exige não apenas domínio técnico, mas também responsabilidade ética, sensibilidade histórica e respeito às camadas construtivas e simbólicas consolidadas ao longo do tempo”, descreve.

Segundo ele, a abordagem que envolve diferentes componentes curriculares potencializa a formação dos acadêmicos por permitir uma compreensão mais qualificada sobre a preservação, a reabilitação e a adaptação funcional de edifícios históricos para os usos contemporâneos. “Mais do que desenvolver soluções espaciais, o processo formativo busca consolidar profissionais capazes de interpretar contextos complexos, valorizar permanências arquitetônicas e propor intervenções consistentes, equilibrando inovação, conservação e compromisso com a memória coletiva da cidade”, afirma.

A presidente da Fundação Educacional de Brusque (Febe) e reitora do Centro Universitário da Fundação Educacional de Brusque (UNIFEBE), professora Rosemari Glatz, destaca a colaboração recorrente do proprietário da Villa Quisisana, Hebert Pastor, com as ações desenvolvidas pelos cursos da instituição. “Ele tem sido um grande parceiro da UNIFEBE, permitindo o acesso de nossos professores e acadêmicos, sempre que solicitamos.”

Interdisciplinar
Conforme a professora Alexssandra da Silva Fidelis a abordagem interdisciplinar cumpre um papel decisivo ao aproximar “o processo projetual da complexidade das edificações existentes”. Ela destaca a articulação entre o projeto de interiores e o patrimônio histórico como um potencializador de uma compreensão mais ética e técnica da prática profissional.

“Essa integração permite que os acadêmicos articulem dimensões técnicas, históricas e sensoriais em uma leitura ampliada do espaço. Ao analisar um edifício patrimonial, eles deixam de enxergá-lo apenas como suporte para intervenção e passam a compreendê-lo como resultado de processos sociais, culturais e construtivos acumulados ao longo do tempo. Isso qualifica diretamente suas decisões projetuais”, descreve.

Segundo a professora, a visita possibilitou que os acadêmicos conhecessem as características arquitetônicas, históricas e construtivas do edifício. “Ao longo da atividade, ficou evidente o quanto o contato direto com o objeto de estudo potencializa a aprendizagem. A edificação, para além de sua expressividade arquitetônica, tem um significado relevante para a memória urbana de Brusque, e permite que os estudantes compreendam, de forma concreta, as relações entre arquitetura, cultura e sociedade”, afirma.
Conforme o professor Francisco Alberto Skorupa, a experiência proporcionada pela atividade contribuirá ainda para uma segunda ação voltada à Villa Quisisana: a produção de um documentário pelos próprios acadêmicos. Segundo ele, na proposta, os acadêmicos poderão explorar a importância do edifício para a cidade de Brusque, bem como as possibilidades de uso atualizado do espaço pela população.

O professor também ressalta a oportunidade que os participantes tiveram de presenciar o trabalho envolvendo o patrimônio histórico-arquitetônico. “Ante o objetivo de atualizar o uso do edifício com uma proposta contemporânea de espaço público, ir ao casarão aproximou a problemática estudada e discutida em sala de aula sobre como preservar e adaptar edifícios históricos a usos contemporâneos sem descaracterizar os elementos originais, que constituem o testemunho da memória arquitetônica da cidade”, descreve.

Fale Conosco / Assessoria de Comunicação Social:

comunicacao.assessor@unifebe.edu.br / 47 3211-7223

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