Estudantes da sétima fase do Curso de Administração da UNIFEBE realizaram uma visita técnica à Hering, empresa catarinense tradicional do ramo têxtil. A atividade foi realizada no último sábado (25), integrando o componente curricular Pensamento Filosófico e Sociológico.
O objetivo era observar o processo de produção e o desenvolvimento da tradicional empresa Hering, compreendendo os meios de produção e o desenvolvimento social ao longo do tempo. Conforme a professora Lara Emanuele da Luz Batisti, responsável pela visita, a indústria promoveu, em meio à sua expansão, infraestruturas importantes para o desenvolvimento econômico de Blumenau. Entre essas infraestruturas, estão a maternidade, um mercado próprio e uma cooperativa de crédito, creches, um ambulatório e uma escola primária.
“Fundada em 1880, a empresa representa, portanto, uma parte significativa do que ocorreu na história da industrialização. Inicialmente, a maioria da força de trabalho era composta por mulheres, responsáveis pela costura de roupas. Posteriormente, houve um processo de modernização, com a introdução de grandes teares”, destaca.
O coordenador do Curso de Administração da UNIFEBE, professor Marcos Aurélio Gonçalves, ressalta a importância do conhecimento histórico e contextual na formação de um gestor. “Durante a visita, foi possível observar aspectos do processo da Revolução Industrial, como o aumento da produtividade e a intensificação da divisão do trabalho, bem como os impactos dessas transformações na sociedade da época e suas repercussões até os dias atuais.”
Essas visitas técnicas são muito importantes para a acadêmica Louise Beatriz Horr. “Essas visitas acabam sendo muito importantes para desenvolvermos ainda mais o que aprendemos em sala”, explica. Dessa vez, ela pôde observar as contradições da realidade material capitalista, tema do componente curricular Pensamento Filosófico e Sociológico. A questão da exploração da força de trabalho no século XIX e seu contraste com o desenvolvimento da empresa por meio de iniciativas de cunho social.
“Conseguimos ver não só como a industrialização influenciou diretamente o desenvolvimento da cidade, mas também as relações de trabalho, como a forte presença das mulheres. Isso nos remete à visão de Karl Marx sobre exploração, alienação e a relação entre quem trabalha e quem detém os meios de produção. Ao mesmo tempo, apareceu também um lado mais social da empresa, com muitas iniciativas para a comunidade.”