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17 de setembro de 2026
por: Marcelo Gouvêa
Marcelo Gouvêa

Atividade do curso de Pedagogia da UNIFEBE estimula inclusão e conhecimento acerca do TEA

Turmas participaram de atividade prática durante a oficina Hora do TEA – O jogo do conhecimento infinito

Duas turmas do curso de Pedagogia da UNIFEBE participaram de uma oficina do componente curricular Educação Especial e Inclusiva. Nela, os participantes puderam conhecer o jogo de tabuleiro “Hora do TEA — O jogo do conhecimento infinito”. A atividade não só contribuiu para a articulação dos temas abordados em sala de aula, como também estimulou o conhecimento sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Em pequenos grupos, os estudantes participantes puderam debater, conforme as propostas das cartas, conceitos e percepções sobre o tema. Durante a prática, os acadêmicos foram acompanhados pelas professoras Raquel Maria Cardoso Pedroso e Tatiana Costa Masera e pela coordenadora dos cursos de Pedagogia e de Pedagogia – Anos Iniciais, professora Gissele Prette. O jogo utilizado na atividade integra a pesquisa de doutorado desenvolvida pela professora Gissele, que investiga seu uso como recurso formativo para a construção e a ampliação de conhecimentos sobre o TEA.
Conforme a coordenadora, ações como a oficina fortalecem a formação dos futuros pedagogos, pois proporcionam experiências que articulam os conhecimentos acadêmicos às demandas atuais do cotidiano educacional. “Ao abordarmos o TEA por meio de uma proposta lúdica, participativa e fundamentada, ampliamos as possibilidades de reflexão acerca da inclusão e, sobretudo, do papel do pedagogo na construção de práticas educativas que reconheçam e respeitem as singularidades dos estudantes. A articulação entre teoria e prática qualifica o processo formativo dos futuros pedagogos e reafirma o nosso compromisso com uma educação que reconheça a diversidade e valorize as singularidades presentes nos processos de ensino-aprendizagem”, avalia.

Essa avaliação da coordenadora é reforçada pelo relato da acadêmica Ana Júlia Bodenmüller Ceron. Ela destacou a interação possibilitada pela atividade e a forma como o tema foi abordado entre os participantes. Segundo a acadêmica, a oficina favoreceu o diálogo e a troca de ideias entre os colegas, permitindo também que todos se conhecessem melhor.
“O jogo nos apresenta um pouco do universo neurodivergente de forma leve e educativa. Como alguém com TEA de nível 1 de suporte, identifiquei-me em vários momentos com as curiosidades apresentadas e pude interagir com os meus colegas sobre as minhas experiências”, descreve. “Durante a partida, tivemos diversos diálogos sobre o autismo e também sobre como ele se manifesta de maneiras diferentes em cada indivíduo. Esse momento também foi de grandes descobertas para mim, pois, apesar de conviver com o transtorno há anos, percebi que sempre há algo novo a aprender.”

Estímulo à prática
Para a professora Raquel Maria Cardoso Pedroso, é importante estimular o compartilhamento de conhecimentos por meio de uma atividade lúdica. Ela destaca a possibilidade de interação e de estímulo à curiosidade sobre o tema, bem como de novas pesquisas voltadas ao assunto. “A oficina ofertada veio ao encontro da temática abordada no componente curricular Educação Especial e Inclusiva, cuja ementa prevê a discussão de questões referentes ao público da Educação Especial. Além de pessoas com deficiência e com altas habilidades ou superdotação, a ementa abrange pessoas com TEA”, avalia.
Em linha semelhante, a professora Tatiana Costa Masera afirma ter constatado uma atividade envolvente e criativa, que inspirou os acadêmicos a adaptar a dinâmica para outros temas. Ela exemplifica por meio da apresentação de uma proposta de jogo voltada ao debate sobre a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência.
“Por meio de um jogo de tabuleiro, com cartas e questões relacionadas ao autismo, foi possível trabalhar conceitos importantes de forma dinâmica, lúdica, colaborativa e participativa, promovendo discussões e reflexões sobre o transtorno e possibilidades de práticas pedagógicas inclusivas”, descreve.

Fale Conosco / Assessoria de Comunicação Social:

comunicacao.assessor@unifebe.edu.br / 47 3211-7223

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