As novas acadêmicas do curso de Sistemas de Informação da UNIFEBE foram apresentadas ao programa Meninas Digitais durante um evento realizado no Bloco C da instituição. A noite contou com a apresentação da iniciativa e a entrega de camisetas, além da participação de professoras, veteranas do curso e coordenação.
A professora Hannelore Nehring ressaltou o papel do projeto na aproximação entre o público feminino, ainda minoritário no setor, e nas possibilidades de atuação profissional por ele proporcionadas. “Trabalhamos com todo o grupo, algumas mais, em alguns momentos, outras em outros. Esse momento foi importante para mostrarmos o que temos feito, dar as boas-vindas e colaborar com essa integração”, descreve.
O empreendedorismo também teve espaço ao longo da noite, com a apresentação das ações e dos serviços oferecidos pelo Centro Regional de Inovação Inova em Brusque pela professora do curso e gestora Claudia Huber. Ela exemplificou com a edição anual do edital da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) Mulheres+Tech, que incentiva a participação feminina na ciência, na tecnologia e na inovação.
“Temos editais somente para mulheres, que são uma possibilidade para quem quiser se tornar uma empreendedora ou tiver uma ideia inovadora e quiser pô-la em prática. Vocês têm a capacidade técnica para isso”, descreve.
Ambientes saudáveis e colaborativos
A apresentação do programa ficou a cargo da acadêmica Thais Fabiana de Souza, da 3.ª fase, que acompanha o Meninas Digitais desde seu início do curso, em 2025. Ela destaca sua influência no incentivo à produção de conhecimento científico entre as colegas de curso.
“Este projeto pretende promover ambientes mais saudáveis, colaborativos, e o sentimento que temos aqui de que, juntas, podemos fazer mais. Seja na pesquisa, seja para no mercado de trabalho”, afirma.
Na mesma linha, o coordenador do curso, professor Roberto Heinzle, enfatiza a importância de iniciativas como essa para apoiar e incentivar a participação feminina no ambiente da tecnologia. Ele também indica outro benefício: o fortalecimento de vínculos entre as acadêmicas e futuras profissionais. O coordenador destaca o esforço de diferentes iniciativas dedicadas ao tema e salienta o papel da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) em promover o debate em diferentes regiões do país.
“Estamos alinhados com esse programa nacional, que busca estimular a participação feminina na tecnologia e nas carreiras. Além de difundir suas ações, estamos desenvolvendo as nossas para que se sintam acolhidas e possam integra-se com mais facilidade”, descreveu durante a abertura. Conforme o professor, as iniciativas atendem não só à demanda de bem-estar das acadêmicas, mas também à crescente necessidade de profissionais em diferentes campos de atuação e domínio técnico. “As tecnologias que vocês aprendem aqui são as mesmas tecnologias que se utiliza em todo o mundo”.