Os estudantes da terceira e da quinta fase do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIFEBE assistiram, nesta segunda-feira (9), a palestras sobre planejamento urbano, ministradas por profissionais da Prefeitura de Brusque. Geoprocessamento e parcelamento do solo foram os temas centrais do evento, realizado no auditório do Bloco C, como parte integrante dos componentes curriculares Planejamento Urbano: Loteamento (terceira fase) e Planejamento Urbano: Cidade (quinta fase), lecionados pela professora Cláudia Elisa Poletto.
Participaram como palestrantes a chefe do Setor de Geoprocessamento de Brusque, Camila da Silva; o arquiteto e urbanista da Secretaria da Fazenda, Thiago Costa de Lima; e o diretor do Parcelamento do Solo da Prefeitura de Brusque, Yuri Neckel Betim.
Conforme explica Camila da Silva, o geoprocessamento é o conjunto de tecnologias, técnicas e procedimentos para realizar uma representação digital de um espaço. No caso do Município de Brusque, é utilizada a ferramenta GeoBrusque. Nela, são integrados dados urbanos, mapas e imagens em alta resolução, possibilitando consultas públicas para viabilidade de construção, mapeamento de áreas de risco e análise topográfica.
A chefe do Setor de Geoprocessamento apresentou informações sobre conceitos utilizados na área e um breve histórico da gestão territorial em Brusque até os dias atuais.
“Vários aspectos da cidade podem ser mapeados no geoprocessamento. Você tem dados habitacionais, socioeconômicos, de cadastro imobiliário, de planejamento urbano, visualizados em uma ferramenta como um Sistema de Informação Geográfica (SIG).”
Ex-professor da UNIFEBE, Thiago Costa de Lima retorna para mais uma palestra como arquiteto e urbanista da Prefeitura de Brusque, trabalhando atualmente na Secretaria da Fazenda. Ele destaca a importância de conhecer as características do espaço em um contexto amplo, como o municipal, mesmo para um projeto pequeno.
Em sua apresentação, o arquiteto e urbanista mostrou como a ferramenta de geoprocessamento pode ser aplicada em diversas etapas da gestão do território, desde sua escolha até uma análise mais aprofundada de áreas de risco e de planejamento urbano.
“Se você compreender a cidade, enxergá-la de maneira mais objetiva e clara, poderá transformá-la em uma cidade melhor para se viver. Até seu projeto de residência ou de qualquer outra edificação será melhor executado.”
O engenheiro civil Yuri Neckel Betim abordou questões relacionadas à análise de loteamentos e condomínios, sua conformidade com as legislações federais e municipais, e seus impactos no planejamento urbano. “São questões sobre como o planejamento urbano considera os impactos, antes mesmo de liberar a execução das obras do empreendimento.”
Contato frequente
Na avaliação do acadêmico Juliano Alexandre de Oliveira, o evento teve impacto muito positivo na formação. “Foi muito importante. O GeoBrusque nos dá a possibilidade de acessar e coletar informações nos trabalhos que desenvolvemos sobre a cidade ao longo da graduação. Além disso, claro, auxilia os arquitetos que trabalham e moram em Brusque com diversos aspectos, desde cotas de rios até topografia.”
Sua colega, Érika Caroline de Souza, verificou que as exposições dos palestrantes complementaram muito bem o que os estudantes têm visto em sala de aula neste início de semestre. “É muito importante termos essas palestras durante todo o curso. Elas nos trazem visões diferentes e nos aproximam do ambiente profissional”, destaca.
O Curso de Arquitetura e Urbanismo costuma receber os profissionais da Prefeitura de Brusque periodicamente. Conforme relata o coordenador do curso, professor Marcelius Oliveira de Aguiar, é necessário que o acadêmico esteja próximo dos temas e das áreas tratados nessa segunda-feira, 9. Alguns estudantes já atuam como estagiários em órgãos públicos.
“O acadêmico precisa verificar e ter a noção do todo. Como planejar uma cidade, para onde ela vai crescer. O urbanismo tem a função de qualificar e quantificar o nosso espaço seja ele a cidade, o bairro, ou o município.”