O Curso de Educação Física da UNIFEBE abriu os trabalhos da curricularização da extensão do semestre 2026.1, com três palestras, realizadas de 16 a 18 de março. As atividades serão focadas, principalmente, em maio, com palestras e atividades práticas na Escola de Educação Básica (EEB) Santa Terezinha, localizada no bairro de mesmo nome, em Brusque.
A temática do projeto de curricularização é “Trabalhando com os egressos: sustentabilidade social e qualidade de vida”. A primeira etapa, realizada de 16 a 20 de março, consiste em reuniões com professores, egressos, acadêmicos e parceiros.
De 11 a 15 de maio, a segunda etapa será executada, com intervenções e avaliações, análise dos dados e apresentação dos resultados. Os trabalhos serão apresentados na Revista UNIFEBE Bem-Estar 2026 e no formato de banner no Encontro de Ensino, Pesquisa e Extensão (ENPEX). A carga horária total da curricularização da extensão é de 36 horas.
“Estamos nos preparando para visitar uma escola, na qual vamos interagir com os alunos e abordar os temas da curricularização de forma adaptada à realidade deles. Isso permite que a gente vivencie na prática o papel de um profissional de Educação Física, entendendo melhor como ensinar e se comunicar”, explica o acadêmico João Henrique Giraldi, da primeira fase do curso.
Conforme relata o coordenador do Curso de Educação Física, João Derli de Souza Santos, a curricularização está totalmente relacionada à missão do Ensino Superior. “Neste semestre, iremos atuar com um aspecto social. O papel da universidade é a formação de um sujeito integral e ativo na sociedade, que respeite e valorize a sua história de vida e profissional, bem como a de outros, no sentido de promover a qualidade de vida, a cidadania, a partilha, o conhecimento.”
O coordenador de Estágio Curricular Supervisionado, professor André Luiz de Oliveira Braz, destaca o formato totalmente presencial e a preparação por meio das palestras com os egressos. “Os acadêmicos, primeiramente, precisam ser estimulados e aprender a ensinar sobre os cuidados com a saúde como um todo. Nesse sentido, este projeto busca garantir possibilidades de compreensão do processo de formação até a esfera profissional, com palestras, informações e ações acerca da saúde integral por meio do esporte.”
Dessa forma, a acadêmica Raissa Dreher Garcia, da primeira fase, teve a oportunidade de ouvir profissionais compartilhando suas vivências reais. Segundo a estudante, as palestras a ajudaram a ter um melhor entendimento de como a teoria aprendida na faculdade poderá ser aplicada na profissão.
“Meu sentimento em relação a essa experiência foi muito positivo, porque me senti mais motivada e mais próxima da realidade da minha futura profissão. Foi inspirador ver como é possível atuar promovendo saúde e qualidade de vida de forma concreta na sociedade”, explica.
“O que eu espero da curricularização, é que ela continue proporcionando esse contato com a prática, ampliando nosso conhecimento e nos preparando não só tecnicamente, mas também como profissionais mais conscientes, éticos e comprometidos com a sociedade”, completa.
O acadêmico João Henrique Giraldi passou a enxergar novas possibilidades. As palestras lhe mostraram que a Educação Física vai muito além das atividades físicas, e carrega outros aspectos, incluindo os sociais e emocionais. “Quando eu quis ingressar no curso de Educação Física, pensava em ser professor ou personal trainer. Mas com essas palestras, descobri que vai muito além disso. A Educação Física tem diversas áreas de atuação que eu nem imaginava.”
A 13ª edição do projeto de Curricularização da Extensão é coordenada pelos professores João Derli de Souza Santos e André Luiz de Oliveira Braz, com participação dos acadêmicos e dos demais professores. As palestras de preparação, com temas voltados à saúde coletiva e à qualidade de vida, foram realizadas por três egressos: as professoras Eduarda Schweigert e Beatriz Treider Anastácio; e o professor Bernardo Testoni.