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30 de junho de 2026
por: João Roberge
João Roberge

Estágio de Fisioterapia no Lar dos Idosos Lions Clube tem grandes resultados

Atividades duraram 20 semanas, com mais de 1 mil atendimentos e experiência enriquecedora para acadêmicos e pacientes

Foi concluído, nesta quinta-feira (25), o estágio supervisionado em Fisioterapia em Geriatria e Gerontologia, realizado pelos acadêmicos da UNIFEBE no Lar de Idosos Lions Clube de Brusque. Com resultados considerados impressionantes, a atividade iniciada em fevereiro durou 20 semanas, com 1.155 sessões ou atendimentos voltados à promoção da funcionalidade, manutenção da capacidade física, prevenção de agravos e melhora da qualidade de vida dos idosos. No Lions Clube, este foi o primeiro semestre com a realização do estágio, que é um componente curricular da nona fase do Curso de Fisioterapia.

Os atendimentos foram planejados de forma individualizada pelos estagiários, e supervisionados pelas professoras responsáveis. Neste planejamento, foram consideradas as necessidades específicas, limitações funcionais e objetivos terapêuticos de cada idoso. Dessa forma, foi possível realizar um acompanhamento contínuo da evolução clínica e funcional.

Experiência acadêmica

Um dos exemplos dessa evolução ocorreu sob os cuidados do acadêmico Felipe Rodrigues. Seu paciente iniciou os atendimentos como cadeirante e, ao fim do período de estágio da UNIFEBE, conseguia se locomover com o auxílio de um andador.

“Foi um dos resultados mais marcantes. O paciente conquistou maior independência funcional e capacidade de locomoção com apoio. Foram ganhos importantes em mobilidade e qualidade de vida. A cada conquista, era visível sua felicidade e satisfação ao perceber a própria evolução, tornando esse processo ainda mais gratificante de acompanhar”, relata o estudante de Fisioterapia.

Ao longo da experiência, que ficará marcada pessoal e profissionalmente, Felipe vivenciou de perto a realidade do cuidado com os idosos e a importância da fisioterapia em seu dia a dia. “Cada sessão representava um momento especial, marcado pela troca de experiências, carinho e pela satisfação de saber que estávamos contribuindo para a qualidade de vida dos pacientes.”

A acadêmica Alice Colombi compartilha deste sentimento de satisfação. Ela relata que, de certa forma, o estágio foi uma saída da zona de conforto para os acadêmicos. Acostumados aos atendimentos na Clínica Escola, os estagiários encontraram um ambiente totalmente novo, com diferentes pessoas, histórias de vida e realidades. “Isso ampliou muito a minha visão, tanto profissional quanto humana”, explica.

Esta também foi a primeira vez de muitos dos acadêmicos na atuação com uma equipe multidisciplinar. “Pudemos aprender, na prática, a importância do trabalho integrado para oferecer um cuidado mais completo aos idosos.  “Foi uma experiência muito enriquecedora, que me ensinou sobre empatia, acolhimento e a importância de enxergar cada paciente além de suas limitações”, conclui.

Resultados e laços

Entre os diversos resultados, estão o ganho de força muscular generalizada e a melhora em aspectos como a propriocepção, que é a capacidade do corpo de reconhecer sua própria localização espacial, postura e movimento, sem precisar usar a visão.

Em alguns casos, pacientes iniciaram um processo de independência funcional e autonomia no andar. Em outros, começaram a se permitir participar de atividades lúdicas para a manutenção do quadro clínico e prevenção de problemas de mobilidade. Até mesmo pacientes acamados tiveram progressos, seja por meio da manutenção do quadro clínico ou redução do agravamento

Os acadêmicos também fizeram uso de recursos lúdicos e criativos para melhorar o engajamento e a interação com os idosos. Alguns cantavam músicas antigas com os pacientes, para auxiliá-los na concentração necessária para o momento presente e para a terapia. Em outros casos, a comunicação era feita por mímicas, em consideração às dificuldades auditivas. Quando possível, as práticas eram realizadas nos diferentes espaços externos do lar, com experiências de mudanças de rotina.

“Outro fato que me emocionou muito durante o estágio foi perceber que a comunicação nem sempre acontece por meio das palavras. Com alguns pacientes, os gestos, os olhares e os sorrisos eram a principal forma de interação e criação de vínculo. Essas pequenas demonstrações de carinho e confiança tornavam cada atendimento ainda mais especial”, explica Alice

Conforme relata a professora Aline Bernardes de Souza, que acompanhou de perto as atividades, também foi realizado um trabalho coletivo, intitulado “Oficina do Movimento”. As atividades eram realizadas uma vez por semana, com atividades lúdicas, cognitivas e motoras, com finalidade terapêutica e de melhoria na integração entre os idosos e estagiários.

“Constatou-se boa adesão dos participantes, inclusive da equipe de cuidadores do lar que, em diversas vezes, prestigiaram e participaram alegremente. Inclusive, foi realizado uma singela formação continuada à equipe de Enfermagem e Cuidadores, voltada aos cuidados e manejo ao paciente acamado. Foi um momento enriquecedor e de muitas trocas para todos nós”, explica.

A professora também destaca que, apesar de curto, o estágio contribuiu de forma muito importante para a formação dos acadêmicos.

“Eles desenvolveram empatia e escuta ativa, aprimoraram a comunicação e a atuação interprofissional, aperfeiçoaram o raciocínio clínico, desenvolveram habilidades de atuação em eventos inesperados e, refinaram o entendimento sobre o processo de envelhecimento e a importância de uma assistência humanizada, individualizada e centrada nas necessidades de cada idoso. Todos estes momentos foram permeados por um sentimento de muito amor, carinho, alegria, sensibilidade e empatia ao idoso e suas necessidades como ser humano.”

Parceria

A assessora administrativa do Lar de Idosos Lions Clube de Brusque, Ana Cleusa Lana Testoni, e a fisioterapeuta da instituição, Thais Regina Liesenfeld Kerber, destacam a importância da parceria com a UNIFEBE e os benefícios para ambas as partes: de um lado, pacientes que receberam atendimento fisioterapêutico qualificado e humanizado; do outro, acadêmicos que puderam vivenciar a prática do cuidado integral à pessoa idosa.

“A instituição observou melhorias significativas no estado geral dos idosos atendidos, destacando-se o aumento da disposição para a realização das atividades de vida diária, evolução das funções motoras, maior participação nas atividades propostas e benefícios relacionados ao bem-estar físico e emocional. E com a continuidade e a regularidade dos atendimentos ao longo dos meses, foi possível estabelecer uma relação de confiança entre os acadêmicos e os idosos. Esse processo favoreceu a criação de vínculos pautados no respeito, no carinho, na empatia e no cuidado, contribuindo positivamente para a adesão ao tratamento e para a humanização da assistência prestada.”

“É um convênio de estágio obrigatório muito vantajoso para todas as partes envolvidas. A conclusão das atividades deste semestre são um passo muito importante no desenvolvimento do Curso de Fisioterapia da UNIFEBE, conforme o ideal comunitário e com a qualidade na formação que marcam a instituição há mais de 50 anos”, completa a coordenadora do Curso de Fisioterapia da UNIFEBE, professora Leilane Marcos.

Agradecimento

O Curso de Fisioterapia da UNIFEBE recebeu uma carta de uma moradora do Lar de Idosos Lions Clube de Brusque, que cumpriu um papel de “oradora” na instituição. “Recebemos a notícia de que os acadêmicos da UNIFEBE que cursam o último ano de Fisioterapia viriam estagiar aqui, para coroar seus sonhos. Certamente todos sabem que nós idosos carregamos a bagagem preciosa de experiência que ilumina o caminho das gerações futuras com esperança e sabedoria. Jovens fisioterapeutas, não encontro palavras para agradecer”, afirma.

Fale Conosco / Assessoria de Comunicação Social:

comunicacao.assessor@unifebe.edu.br / 47 3211-7223

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