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25 de maio de 2026
por: João Roberge
João Roberge

Feira de Matemática da Educação Especial une inclusão e interdisciplinaridade

Acadêmicos aplicam o ensino matemático a contextos de cultura, história, ciência e esporte

Acadêmicos da oitava fase do curso de Educação Especial realizaram, na quarta-feira (19), sua Feira de Matemática. Foram 10 equipes no total, apresentando projetos de ensino de diversos conteúdos matemáticos de forma aplicável aos anos iniciais e finais do Ensino Fundamental, no âmbito da educação especial.

A Feira de Matemática da Educação Especial apresenta à comunidade acadêmica os projetos desenvolvidos no componente curricular Matemática: Saberes e Práticas na Educação Especial. Conforme explica a professora Tamily Roedel, um dos propósitos do evento é a preparação dos acadêmicos interessados em participar de feiras de matemática regionais, estaduais e nacionais. Além disso, são iniciativas que podem ser levadas à sala de aula pelos próprios estudantes ao longo de suas carreiras.

“Escolhi alguns avaliadores, entre egressos, funcionários administrativos, professores. Cada um passa por três trabalhos, avaliando cada quesito listado na ficha. […] A ideia é que eles vivenciem a feira e saibam como fazer.”

As acadêmicas Antônia Alves Da Silva e Thaiane Gabriele Pinheiro Pinto apresentaram o trabalho “A Matemática da Mandioca”, com atividades voltadas ao oitavo ano do Ensino Fundamental. A parte central do ensino matemático é sobre quantidades e medidas, sob a parte da cultura das regiões Norte e Nordeste do Brasil.

Durante a feira, Thaiane preparava farinha para oferecer aos visitantes. Também estava disponível uma degustação de bolo de mandioca (ou macaxeira, como a planta é chamada em alguns estados do Norte e do Nordeste), cuja receita fazia parte do trabalho.

“A produção da farinha e do bolo de mandioca faz parte da cultura dessas regiões. O projeto também inclui levar os alunos para visitarem engenhos de farinha e plantações. Além disso, trabalhamos as quantidades de medidas das receitas, como funciona o plantio e a colheita da mandioca.”

Enquanto isso, Geovani Crispim Júnior e Marlon Diettrich uniram o ensino da matemática ao futebol. Por meio das marcações do campo de futebol, é possível ensinar conteúdos de geometria. Com os regulamentos de pontuação dos campeonatos, os acadêmicos aplicam equações e projeções em atividades para estudantes a partir do sexto e do sétimo ano do Ensino Fundamental.

“São atividades que podem proporcionar um conforto a mais para o aluno em um momento de ruptura na escola, quando se deparam com incógnitas encontradas por equações. E isso combina muito bem com um ano de Copa do Mundo e com o clima que essa competição traz”, destaca Geovani.

De modo geral, os trabalhos ultrapassam a educação especial e são aplicáveis também a outros públicos. Todos eles possuem características de interdisciplinaridade, conforme relata a coordenadora do curso de Educação Especial, professora Raquel Maria Cardoso Pedroso.

“Acaba sendo um trabalho interdisciplinar, já que eles vão somando outras áreas. Os acadêmicos mostram ao público que é possível trabalhar a matemática de outra forma, mais lúdica, mais concreta. Isso é bom, tanto para o público da educação especial quanto para os alunos de forma geral.”

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