Second hand: esse é o termo em inglês utilizado para falar sobre roupas, acessórios e demais produtos que já tiveram outros donos. A expressão, que em português significa “segunda mão”, é, hoje, um mercado em ascensão, principalmente no mundo da moda. Fundamentado na economia circular e na sustentabilidade, o termo instiga enxergar o valor da peça para além do quanto ela custa, mas sim pelo seu significado.
Foi sob esse prisma que o curso de Design de Moda da UNIFEBE desenvolveu, durante a Curricularização da Extensão deste semestre, o projeto “Mercado de Troca”. No brechó, organizado pelos próprios estudantes, os colaboradores da instituição puderam adquirir gratuitamente peças de segunda mão, doadas por outros funcionários e estudantes do curso. A iniciativa idealizada pelo Recursos Humanos da instituição envolveu acadêmicos, professores e colaboradores em uma ação em prol do consumo consciente e da moda sustentável.
O objetivo, revela a psicóloga do setor de Recursos Humanos da UNIFEBE, Maria Aparecida Florêncio, foi incentivar as pessoas a olharem com mais atenção e carinho para aquilo que possuem em casa, especialmente roupas e objetos que muitas vezes ficam esquecidos no armário, mas que podem ganhar um novo significado e utilidade para outra pessoa. Além da troca em si, a ação também visava promover reflexões sobre consumo consciente, responsabilidade financeira e sustentabilidade. “Percebemos uma adesão muito positiva dos colaboradores, demonstrando engajamento, cuidado e senso de coletividade. O Mercado de Trocas ultrapassou a ideia de apenas trocar peças: ele possibilitou doações carregadas de significados, tanto para colegas quanto para a comunidade. Outro ponto enriquecedor foi a aproximação entre colaboradores, acadêmicos e docentes. Esse contato fortalece o engajamento institucional, amplia as experiências de aprendizagem prática e reforça a missão da Universidade de promover ações voltadas ao desenvolvimento humano, social e sustentável. Acredito que essas iniciativas aproximam a comunidade acadêmica dos valores institucionais e incentivam práticas mais conscientes e colaborativas no cotidiano”, completa.
Como coordenadora do curso de Design de Moda, a professora Jô Rosa compreende o Mercado de Troca como uma experiência que tocou as pessoas para além da roupa. “Cada peça doada, escolhida e ressignificada carregou histórias, afetos e novas possibilidades. A ação, desenvolvida na Curricularização da Extensão, em parceria com o setor de Recursos Humanos, permitiu que nossos acadêmicos vivenciassem, na prática, a curadoria, o cuidado, o reaproveitamento e o atendimento ao outro com sensibilidade e responsabilidade. Mais do que falar sobre sustentabilidade, o projeto nos convidou a praticá-la, coletivamente, aproximando estudantes, professores e colaboradores em torno de uma moda mais consciente, humana e comprometida com o futuro. Para o curso, essa iniciativa é muito importante, porque fortalece a formação de profissionais capazes de olhar para a moda como instrumento de transformação social, cuidado com o meio ambiente e valorização das histórias que cada peça pode carregar. ”
As mais de 200 peças remanescentes do Mercado de Troca foram doadas para o Instituto Mãos do Bem, associação sem fins lucrativos que atua em Brusque no apoio a famílias em situação de vulnerabilidade social.