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27 de maio de 2026
por: Olga Luisa dos Santos
Olga Luisa dos Santos

Mercado de Troca promovido pelo curso de Design de Moda aborda consumo consciente e moda sustentável

Atividade foi idealizada pelo setor de Recursos Humanos da instituição e desenvolvida durante a Curricularização da Extensão do curso

Second hand: esse é o termo em inglês utilizado para falar sobre roupas, acessórios e demais produtos que já tiveram outros donos. A expressão, que em português significa “segunda mão”, é, hoje, um mercado em ascensão, principalmente no mundo da moda. Fundamentado na economia circular e na sustentabilidade, o termo instiga enxergar o valor da peça para além do quanto ela custa, mas sim pelo seu significado.

Foi sob esse prisma que o curso de Design de Moda da UNIFEBE desenvolveu, durante a Curricularização da Extensão deste semestre, o projeto “Mercado de Troca”. No brechó, organizado pelos próprios estudantes, os colaboradores da instituição puderam adquirir gratuitamente peças de segunda mão, doadas por outros funcionários e estudantes do curso. A iniciativa idealizada pelo Recursos Humanos da instituição envolveu acadêmicos, professores e colaboradores em uma ação em prol do consumo consciente e da moda sustentável.

O objetivo, revela a psicóloga do setor de Recursos Humanos da UNIFEBE, Maria Aparecida Florêncio, foi incentivar as pessoas a olharem com mais atenção e carinho para aquilo que possuem em casa, especialmente roupas e objetos que muitas vezes ficam esquecidos no armário, mas que podem ganhar um novo significado e utilidade para outra pessoa. Além da troca em si, a ação também visava promover reflexões sobre consumo consciente, responsabilidade financeira e sustentabilidade. “Percebemos uma adesão muito positiva dos colaboradores, demonstrando engajamento, cuidado e senso de coletividade. O Mercado de Trocas ultrapassou a ideia de apenas trocar peças: ele possibilitou doações carregadas de significados, tanto para colegas quanto para a comunidade. Outro ponto enriquecedor foi a aproximação entre colaboradores, acadêmicos e docentes. Esse contato fortalece o engajamento institucional, amplia as experiências de aprendizagem prática e reforça a missão da Universidade de promover ações voltadas ao desenvolvimento humano, social e sustentável. Acredito que essas iniciativas aproximam a comunidade acadêmica dos valores institucionais e incentivam práticas mais conscientes e colaborativas no cotidiano”, completa.

Sustentabilidade e Moda em ação

 

O Mercado de Troca foi o resultado de um extenso envolvimento dos estudantes e colaboradores com o tema, relembra a professora Gabriela Poltronieri Lenzi. As atividades iniciaram em março, quando os acadêmicos receberam o desafio de promover o brechó e se aproximaram da demanda. Para isso, o curso promoveu uma conversa dos alunos com a egressa do curso e proprietária de um brechó, Adriana Mafra, e com o profissional de moda que reside na Europa, Augusto de Paula, sobre a preparação das peças de second hand. Na mesma semana, os estudantes receberam mais de 1,3 mil peças doadas pelos colaboradores e estudantes do curso e iniciaram o processo de curadoria e pequenos reparos. “A gente teve contato com profissionais que mostraram a importância da curadoria, do reaproveitamento e também de ressignificar as peças. A turma conseguiu entender, na prática, como funciona a moda circular e o impacto social que ela gera”, enaltece a acadêmica Ellen Carvalho.

 

Com a curadoria feita, os acadêmicos organizaram o Mercado de Troca, separando e expondo as peças no Laboratório de Moda. A cada “EcoFebe”, moeda criada para a atividade, o colaborador tinha direito a adquirir uma peça de roupa feminina, masculina ou infantil. Para a acadêmica, o Mercado de Trocas na Instituição foi uma experiência significativa. “Teve muita troca, não só de roupas, mas de vivências, de compartilhamento, de futuro com peças que estavam esquecidas no guarda-roupa de alguém e que agora representam algo novo. ”

 

 

A colaboradora Julie Caroline Campos Liarte aproveitou o Mercado de Troca e garantiu nove peças, entre vestidos, casacos e blusas. “Como alguém que adora brechós, bazares e roupas estilosas com preços acessíveis, achei a experiência incrível. Havia um espaço para experimentarmos as peças, além de alunas do curso que nos auxiliavam e ajudavam a encontrar itens conforme o nosso estilo. Adoro esse tipo de evento, pois ele valoriza cada vez mais a vida útil de peças que um dia já foram especiais para alguém e que ainda podem ser combinadas de diversas maneiras por amantes da moda e da sustentabilidade. ”

 

Pensar em uma moda sustentável é importante para toda a sociedade, contudo, para os estudantes de Design de Moda, torna-se essencial a reflexão acerca da temática, visto que interfere no fazer profissional, avalia a professora Gabriela Poltronieri Lenzi. “Além da reflexão, o Mercado de Troca despertou também outras competências relevantes para a vida social e profissional: capacidade de curadoria, análise e crítica, empatia e humildade. ”

 

Como coordenadora do curso de Design de Moda, a professora Jô Rosa compreende o Mercado de Troca como uma experiência que tocou as pessoas para além da roupa. “Cada peça doada, escolhida e ressignificada carregou histórias, afetos e novas possibilidades. A ação, desenvolvida na Curricularização da Extensão, em parceria com o setor de Recursos Humanos, permitiu que nossos acadêmicos vivenciassem, na prática, a curadoria, o cuidado, o reaproveitamento e o atendimento ao outro com sensibilidade e responsabilidade. Mais do que falar sobre sustentabilidade, o projeto nos convidou a praticá-la, coletivamente, aproximando estudantes, professores e colaboradores em torno de uma moda mais consciente, humana e comprometida com o futuro. Para o curso, essa iniciativa é muito importante, porque fortalece a formação de profissionais capazes de olhar para a moda como instrumento de transformação social, cuidado com o meio ambiente e valorização das histórias que cada peça pode carregar. ”

 

Para o pró-reitor de Graduação, professor Sidnei Gripa, ao trabalhar com o conceito de moda circular, o curso evidenciou a importância de repensar o modelo tradicional de produzir, utilizar e descartar. “Não só na Moda, mas em diversas áreas, o mercado exige que o profissional saiba reconsiderar os processos, reutilizar materiais e propor novas funcionalidades aos produtos. Quando pensamos em sustentabilidade, precisamos ir além e nos colocarmos no centro desse debate. Parabéns ao curso, aos estudantes e aos colaboradores pelo engajamento e participação. É da universidade que saem as ideias, a inovação, os profissionais e os cidadãos mais preocupados e atentos com o amanhã. ”

As mais de 200 peças remanescentes do Mercado de Troca foram doadas para o Instituto Mãos do Bem, associação sem fins lucrativos que atua em Brusque no apoio a famílias em situação de vulnerabilidade social.

Fale Conosco / Assessoria de Comunicação Social:

comunicacao.assessor@unifebe.edu.br / 47 3211-7223

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