O Projeto Vida Ativa, voltado a pessoas com 60 anos ou mais da comunidade, retomou suas atividades em 23 de março, marcando o início do primeiro semestre de 2026. A abertura foi realizada com a oficina “O Tempo das Borboletas: sentidos, escolhas e trajetórias”, ministrada pela professora Luzia de Miranda Meurer.
A atividade foi aplicada sob uma abordagem fenomenológica, inspirada na Gestalt-terapia. Ofereceu um espaço de acolhimento, escuta e reflexão, incentivando as participantes a pensarem sobre diferentes momentos da vida, como recomeços, mudanças e continuidades. Também foram abordadas questões relacionadas às escolhas pessoais e ao papel de cada uma na construção da própria trajetória.
Durante a oficina, as participantes foram convidadas a refletir sobre o presente e o significado das experiências vividas, por meio de dinâmicas com imagens e elementos simbólicos. A proposta respeitou o tempo e a individualidade, sem direcionar respostas prontas, valorizando o autoconhecimento.
O símbolo da borboleta foi utilizado como eixo central da atividade, representando transformação, superação e renovação. A metáfora da metamorfose ajudou a ilustrar os diferentes ciclos da vida e a importância de acolher tanto os desafios quanto as conquistas ao longo do tempo.
Segundo a psicóloga e professora Maria Luzia de Miranda Meurer, que acompanha o projeto desenvolvido pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa, Extensão e Cultura (PROPPEX) da UNIFEBE, o engajamento das participantes é um dos aspectos mais marcantes da iniciativa. Isso contribui diretamente para a construção de um espaço vivo de trocas, aprendizado e crescimento contínuo.
“É muito significativo observar o comprometimento e o cuidado com que cada uma se envolve nas atividades propostas. Elas participam com abertura, sensibilidade e dedicação, o que fortalece não apenas os processos individuais, mas também o vínculo coletivo do grupo”.
As participantes aprovaram a atividade. “Que tarde maravilhosa. Achei superinteressante essa dinâmica e tudo o que ela acrescentou no pessoal e em grupo”, destaca Marise Hartke Vidotto.
“A aula estava ótima, com muita interação. As cartas das borboletas que cada pessoa tirou representavam o momento que a maioria de nós estava passando”, completa Lizete Maria Benvenutti.
O Projeto Vida Ativa segue com programação ao longo do semestre, oferecendo atividades que estimulam a saúde física e mental, além de promover a convivência e o fortalecimento de vínculos na comunidade. A iniciativa se consolida como um espaço de encontro, aprendizado e bem-estar, valorizando o envelhecimento ativo e com qualidade de vida.
Para a supervisora do Vida Ativa, Angela Sikorski Santos, atividades como a realizada em 23 de março reforçam os laços entre a instituição e a comunidade, reafirmando o papel da UNIFEBE na construção de uma sociedade mais humana e inclusiva.
“O Projeto Vida Ativa representa um compromisso concreto da UNIFEBE com a promoção da qualidade de vida e do cuidado com as pessoas. É uma oportunidade valiosa de acolhimento, convivência e desenvolvimento, especialmente para o público 60+, que encontra aqui um espaço de pertencimento e valorização.”