Acadêmicos da 8.ª e da 10.ª fases do Curso de Psicologia da UNIFEBE realizaram, nos dias 21, 23 e 29 de setembro, ações de conscientização sobre saúde mental com estudantes da rede pública estadual de Brusque (SC). As atividades ocorreram nas Escolas de Educação Básica (EEB) Santa Terezinha e Dom João Becker e contemplaram cerca de 130 adolescentes, distribuídos em três turmas do 7.º ano e uma do 9.º ano. A iniciativa contou com a orientação da professora Quésia Cabral Martins e teve a participação de 14 acadêmicos, responsáveis por conduzir as atividades nas escolas.
As ações, realizadas em referência à campanha Setembro Amarelo, ampliaram as discussões sobre saúde mental no ambiente escolar e estimularam a atenção aos aspectos emocionais vivenciados pelos adolescentes. Por meio de dinâmicas participativas, foram abordados temas como emoções, identificação de sinais de sofrimento e possibilidades de busca por ajuda e apoio.
Durante os encontros, os acadêmicos da UNIFEBE promoveram momentos de interação e escuta com os estudantes. A proposta contemplou também orientações sobre redes de apoio, destacando a existência de pessoas, serviços e espaços que podem auxiliar os adolescentes em situações de sofrimento ou dificuldades relacionadas à saúde mental.
Escuta e acolhimento
Para o acadêmico Flávio Bispo, a participação dos estudantes nas dinâmicas demonstrou o seu interesse pelo tema e revelou uma necessidade de ampliar os espaços de escuta no ambiente escolar. “Foi muito gratificante perceber como os alunos aderiram às dinâmicas e se permitiram participar. Ao mesmo tempo, a atividade mostrou o quanto esse diálogo ainda é necessário, já que a escola muitas vezes não consegue dar conta de todas essas demandas”, relata.
Essa percepção também foi compartilhada pelo acadêmico Cauê Scheleder, que destacou a possibilidade de abordar a saúde mental de maneira mais próxima da realidade dos estudantes. “Estar nas escolas nesses dias foi uma experiência muito satisfatória, mas também despertou uma certa tristeza ao perceber que muitos estudantes ainda não têm acesso a espaços, assim como esse para falar sobre saúde mental. Foi muito significativo fugir do modelo engessado de palestra e criar um espaço de conversa verdadeira, no qual pudéssemos compreender como as emoções atravessam o cotidiano dos alunos, ajudá-los a reconhecer sinais de sofrimento e, principalmente, mostrar que existem caminhos e lugares onde podem buscar ajuda”, afirma.
O destaque da acadêmica Gabriela Bahia é sobre como o contato com os estudantes trouxe reflexões sobre a importância da escuta e do acolhimento. “Para mim, a atividade foi um momento de bastante reflexão. Me fez perceber ainda mais a importância de ouvir e acolher o outro, muitas vezes por meio de atitudes simples, mas que podem fazer toda a diferença”, relata.
“A participação e as manifestações apresentadas pelos alunos reforçaram a relevância de trabalhar esses temas de forma acessível e preventiva, favorecendo a conscientização, o acolhimento e a busca por ajuda”, completa a acadêmica Carolaine Heck.
Formação e parceria
A realização das ações durante o Setembro Amarelo reforçou a aproximação entre a universidade e a comunidade, possibilitando aos acadêmicos vivenciar, no contexto escolar, aspectos relacionados à atuação da Psicologia e à promoção da escuta, do acolhimento e da prevenção.
A professora Quésia Cabral Martins participou ativamente da orientação e do desenvolvimento da proposta. “É muito significativo acompanhar as atividades de extensão, que proporcionam aos acadêmicos vivências práticas ao longo da formação e contribuem para o desenvolvimento de habilidades e competências essenciais à atuação profissional”, comenta. A iniciativa também contou com a parceria das escolas Santa Terezinha e Dom João Becker.
“As ações do Setembro Amarelo junto às instituições do município de Brusque reforçam a parceria e o comprometimento do Curso de Psicologia com a comunidade brusquense, com a saúde e o bem-estar da comunidade. Mais do que nunca, nossos acadêmicos estão preparados para atuar e, principalmente, para promover um debate e prevenção voltados a pessoas em risco de suicídio”, completa a coordenadora do Curso de Psicologia, professora Andréia Martins.