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27 de maio de 2026
por: João Roberge
João Roberge

Tribunal do Júri Simulado transforma teoria em prática no curso de Direito da UNIFEBE

Metodologia ativa aplicada reforça formação jurídica moderna

O curso de Direito da UNIFEBE segue aplicando metodologias ativas de ensino, para proporcionar aos acadêmicos experiências práticas alinhadas à realidade profissional. Neste primeiro semestre de 2026, as turmas da sétima fase participaram do tradicional Júri Simulado, atividade desenvolvida nas disciplinas de Direito Processual Penal II, que aproximou os estudantes da dinâmica real do Tribunal do Júri.

As metodologias ativas de ensino são abordagens educacionais em que o aluno deixa de ser apenas um ouvinte e passa a ter um papel protagonista no próprio aprendizado. Em vez de receber conteúdo pronto do professor, ele participa ativamente do processo.

A atividade foi conduzida pelos professores Juscelino Carlos Boos e Ana Selma Moreira. O objetivo foi transformar o conhecimento teórico em prática jurídica concreta e permitir que os acadêmicos vivenciassem todas as etapas de um julgamento popular.

As sessões ocorreram no auditório do bloco F, que foi especialmente preparado para reproduzir o ambiente de um plenário do Tribunal do Júri. Os acadêmicos utilizaram becas e outras vestimentas caracterizadas, além de seguirem todas as formalidades legais previstas na legislação processual penal.

“O Tribunal do Júri tem grande relevância histórica no ordenamento jurídico brasileiro. Criado em 1822 para julgar crimes de imprensa, ele passou a integrar o Poder Judiciário com a Constituição Imperial de 1824. Atualmente, a instituição tem competência para julgar crimes dolosos contra a vida e permanece assegurada pela Constituição Federal como garantia fundamental da sociedade”, explica o professor Juscelino Carlos Boos.

Durante os júris simulados, os acadêmicos assumiram diversas funções fundamentais para o desenvolvimento da sessão plenária, atuando como defesa, acusação, testemunhas, oficiais de justiça, jurados e magistrados. Toda a dinâmica reproduziu os procedimentos previstos no Código de Processo Penal, incluindo sorteio do Conselho de Sentença (também conhecido como júri popular), debates orais, réplica, tréplica e dosimetria da pena.

Segundo o professor Juscelino Carlos Boos, a proposta pedagógica vai além da simples reprodução de um julgamento. “O Júri Simulado permite que os acadêmicos desenvolvam argumentação jurídica, raciocínio crítico, postura profissional e segurança para atuarem em público. É uma metodologia que aproxima o estudante da realidade forense”.

Nas turmas conduzidas pelo professor Juscelino, o caso fictício trabalhado retratava uma situação de violência doméstica que culminava em um homicídio. A acusação sustentou a tese de homicídio qualificado, enquanto a defesa alegou legítima defesa putativa. Trata-se de uma legítima defesa “imaginária”, quando alguém reage acreditando estar sob agressão ou ameaça injusta. Nos dois julgamentos, realizados nos períodos matutino e noturno, prevaleceu a tese defensiva e a ré foi absolvida pelo júri popular.

Os próprios acadêmicos foram responsáveis pela construção do processo simulado, pela produção de provas testemunhais e pela elaboração das teses jurídicas, fortalecendo o protagonismo estudantil e o aprendizado colaborativo.

Para a acadêmica Ana Laura Decker, participar do júri simulado é uma experiência acadêmica enriquecedora. Ela atuou como juíza na atividade. “Isso trouxe uma compreensão mais ampla do plenário e me mostrou como é excelente conectar a teoria dos artigos e da doutrina à prática forense. Além disso, percebi que nessa atividade o aprendizado é completo, pois, enquanto aplicamos o conhecimento jurídico, somos estimulados a desenvolver a oratória e a postura profissional. Portanto, é um exercício dinâmico e fundamental para a nossa formação.”

Já a professora Ana Selma Moreira destacou o envolvimento emocional e técnico dos estudantes durante a atividade: “O Júri Simulado é uma grande oportunidade para os acadêmicos aplicarem toda a teoria aprendida em sala de aula. Existe muita expectativa e dedicação por parte dos estudantes, porque eles vivenciam cada detalhe do rito do Tribunal do Júri.”
Em sua turma, o caso analisado foi baseado em um processo real, já pronunciado judicialmente, mas ainda sem julgamento definitivo. Em sua avaliação, isso traz ainda mais autenticidade à experiência acadêmica.

A atividade também teve a participação de acadêmicos das primeiras fases do curso, que foram convidados para compor o júri popular. A intenção foi aproximar estudantes de diferentes etapas da graduação e fortalecer a integração acadêmica.

Conforme relata a coordenadora do curso de Direito, professora Anna Lúcia Martins Mattoso, a metodologia ativa aplicada no curso de Direito da UNIFEBE reforça o compromisso institucional com uma formação jurídica moderna, humanizada e conectada às exigências da profissão. Mais do que estudar leis e doutrinas, os acadêmicos desenvolvem competências práticas, capacidade argumentativa, ética profissional e preparo para os desafios da carreira jurídica.

“Com iniciativas como o Júri Simulado, a UNIFEBE potencializa o aprendizado, estimula a participação acadêmica e aproxima a comunidade universitária das experiências reais do universo jurídico, apresentando aos futuros estudantes um curso dinâmico, inovador e comprometido com a excelência na formação profissional”, destaca.

Fale Conosco / Assessoria de Comunicação Social:

comunicacao.assessor@unifebe.edu.br / 47 3211-7223

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