Localizada no município de Major Gercino, a Aldeia Tekoa Vy’a é um espaço de preservação da cultura Mbyá-Guarani. Lá, os acadêmicos da 2.ª fase do curso de Medicina e da 8.ª fase do curso de Educação Especial puderam conhecer de perto as práticas sociais e os cuidados com a saúde praticados pela comunidade indígena.
Na visita, os estudantes tiveram a oportunidade de conversar com a liderança da aldeia, com a liderança espiritual da comunidade e com uma parteira, que compartilhou aspectos relacionados aos partos e à saúde das mulheres. Um dos pontos mais marcantes da visita, revela o professor do componente curricular Cultura e Cidadania e proponente da atividade, Guilherme Augusto Hilário Lopes, foi a relação afetuosa construída entre os acadêmicos e as crianças. “A interação ocorreu de forma muito espontânea e sensível, tornando o encontro ainda mais significativo. De modo geral, a visita possibilitou que os acadêmicos ampliassem o olhar sobre diferentes concepções de cuidado, reconhecendo a relevância dos saberes tradicionais, da espiritualidade, dos vínculos comunitários e do respeito à diversidade cultural na compreensão da saúde. Mais do que uma atividade de campo, o momento constituiu uma experiência formativa de grande valor, marcada pela troca de saberes, pela escuta atenta e pelo fortalecimento de uma perspectiva mais humanizada e culturalmente sensível”, avalia o professor.
Apesar de ter vindo de Palhoça, um dos municípios de Santa Catarina que também possui comunidades indígenas, esta foi a primeira vez da estudante de Medicina, Bruna Piske, em uma aldeia. A cultura, o cuidado, o senso de comunidade, a espiritualidade, os modos de vida e as práticas tradicionais de saúde adotadas pelo povo Mbyá-Guarani foram pontos destacados pela futura médica. Bruna relembra que a visita na aldeia surgiu após o professor apresentar em sala de aula um caso clínico de uma indígena que não conseguia se comunicar na Unidade Básica de Saúde. “Na medicina, conhecer a realidade e a cultura do paciente contribui para um diagnóstico e tratamento mais adequados. Nesse sentido, a visita ampliou nossa visão de mundo e evidenciou a importância do respeito, da empatia e, principalmente, da escuta ativa”.
A visita à aldeia em Major Gercino foi para a acadêmica de Educação Especial, Grasielli Aparecida de Almeida, uma experiência de significativo impacto social e formativo. “A atividade contribuiu de forma expressiva para minha formação pessoal e profissional, ao ampliar meu olhar para realidades que passam muitas vezes despercebidas no cotidiano, reforçando a necessidade de uma atuação mais sensível, crítica e comprometida com a diversidade”, conclui.
Confira algumas fotos da visita: