Conforme a coordenadora dos cursos de Pedagogia e Pedagogia – Anos Iniciais da UNIFEBE, professora Gissele Prette, as atividades, como as desenvolvidas na APS, além de fortalecer a formação comprometida com a qualidade da educação, a inovação pedagógica e o desenvolvimento integral dos estudantes, estimulam a aplicação dos conhecimentos construídos ao longo da formação.
Para ela, a experiência reafirma a relevância de atividades que aproximam os acadêmicos dos desafios da docência. “A cartografia constitui uma linguagem essencial para a compreensão e a leitura crítica do espaço geográfico. Ao desenvolver propostas pedagógicas que articulam teoria, prática e criatividade, nossos acadêmicos demonstram competências fundamentais para o exercício da docência nos anos iniciais”, descreve.
A Atividade Prática Supervisionada (APS) desenvolvida no componente curricular de Geografia: Saberes e Práticas II, do curso de Pedagogia – Anos Iniciais da UNIFEBE, teve como tema “Cartografia no Ensino da Geografia”. Nela, os acadêmicos da 8.ª fase desenvolveram propostas pedagógicas para a compreensão de conceitos cartográficos nos anos iniciais da Educação Básica.
Para a atividade, como relata o professor Marcelo Noldin, que ministra o componente curricular, os diferentes grupos produziram e apresentaram maquetes didáticas. Esses itens deveriam representar espaços geográficos e favorecer a compreensão de conceitos como localização, orientação, escala e representação espacial.
Conforme o professor, a atividade promoveu reflexões sobre metodologias ativas e inovadoras para o ensino de Geografia nos anos iniciais e demonstrou a importância das maquetes como recurso didático. Ele salienta que a iniciativa exigiu criatividade, domínio de conteúdos e o comprometimento com a construção de práticas pedagógicas.
Para ele, as maquetes demonstraram a importância dos recursos concretos como instrumentos de mediação da aprendizagem, contribuindo para o desenvolvimento do pensamento espacial e das habilidades de leitura e interpretação de representações cartográficas. “A atividade também fortaleceu a formação docente ao incentivar a elaboração de práticas pedagógicas que promovam a participação ativa dos estudantes na construção do conhecimento”, avalia.
Do abstrato ao concreto
A acadêmica Ana Maria Hasckel, da 8.ª fase do curso, afirma que a atividade se destacou pelo aprendizado proporcionado aos participantes. Segundo ela, com a produção, os acadêmicos puderam explorar novas perspectivas acerca do tema.
“Ao trabalharmos com a ideia de criar maquetes como um recurso para o ensino de cartografia, conseguimos transformar conceitos abstratos, como orientação, localização espacial e escalas, em representações concretas e visuais. Essa atividade nos mostrou que o uso de recursos táteis, como a maquete, pode acelerar o desenvolvimento do raciocínio espacial e facilitar a alfabetização cartográfica de maneira lúdica e divertida. ”