“É um grande diferencial conhecer como as coisas acontecem até a ponta desse mercado”, descreve. “Essa aproximação é extremamente importante para vocês entenderem o processo e, muitas das vezes, serão esses profissionais o acesso aos clientes”.
O coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIFEBE, Marcelius Oliveira de Aguiar, ressalta a importância do debate promovido como Núcleo Moveleiro para a futura atuação dos acadêmicos. Ele exemplifica com dados de 2019, do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), que indicam a presença de 68% dos arquitetos atuando no design de interiores. Segundo ele, mesmo com a oscilação posterior do índice, a demanda por profissionais
“Sabemos que é um segmento moveleiro e de interiores em que, normalmente, a maioria dos nossos arquitetos irá atuar, e vamos suprir essa necessidade de conhecimentos sobre essa atuação”, descreveu durante a abertura da programação. “Uma vez que nós trazemos esse segmento aos nossos alunos, que mostramos as tendências, que mostramos aos profissionais, estamos preparando e alimentando a formação acadêmica deles.”
Acadêmicos e professores do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNIFEBE tiveram uma programação focada na decoração de interiores. A imersão, desenvolvida em parceria com o Núcleo Moveleiro da Associação Empresarial de Brusque, Guabiruba e Botuverá (ACIBr), contou com um painel formado por professores do curso e representantes do núcleo, além da palestra “Experiência, mercado e tendências”, da proprietária da loja Art Moderna, Cinara Comandolli.
A possibilidade de interação dos acadêmicos com profissionais atuantes em diferentes setores vinculados ao mercado de interiores foi classificada pelo pró-reitor de Graduação da UNIFEBE, professor Sidnei Gripa, como um momento único. Segundo ele, a troca de experiências permite que o acadêmico aproxime o conhecimento técnico desenvolvido durante sua formação com a necessidade real de quem atua nas diferentes atividades do setor.
Interação com o mercado
Para o coordenador do Núcleo de Moveleiros, Rodrigo Tomasi, a integração entre o conhecimento universitário e o da indústria colabora com a atuação conjunta e com o fortalecimento do diálogo entre profissionais das diferentes atividades relacionadas ao setor. Ele reforçou o papel da interação com relato apresentado pelo vice-coordenador, Daniel dos Santos, e compartilhou como esse contato se reflete na atuação da indústria, no caso de 25 anos de experiência no setor de estofados.
“Hoje, quase 50% das peças que produzimos são compradas por lojas que, quem faz (o pedido) por elas são arquitetos”, descreve o coordenador. “Essa boa troca de experiências, essa química, quando ocorre perfeitamente, é sensacional e traz um resultado benéfico a todos. O conhecimento técnico é muito importante, é um diferencial tremendo, além de ser um bom mercado”.
O acadêmico da 7.ª fase, Victor Guilherme Francisco Jeske, reconhece a experiência como enriquecedora para sua formação. Atualmente, ele atua focado no planejamento urbano, mas afirma ter no Design de Interiores um campo de interesse de estudo. “Vejo essa área como um espaço onde a criatividade se concretiza, transformando as ideias e necessidades dos clientes em soluções reais. A palestra reforçou esse interesse e também contribuiu para um melhor entendimento sobre o setor moveleiro”
Segundo o acadêmico, a programação evidenciou a importância da conexão com os diferentes fornecedores necessários para atuação no setor, com atenção redobrada aos locais. “Ficou claro que, na área de interiores, o trabalho é essencialmente colaborativo; todos os envolvidos precisam estar alinhados para garantir qualidade na entrega final ao cliente”, afirma.