A prática da psicologia na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Brusque foi observada por acadêmicos da UNIFEBE em 4 de setembro, durante visita técnica sob orientação da professora Fernanda Chiaratti. A atividade proporcionou aos estudantes da segunda fase a oportunidade de conhecerem melhor a realidade institucional e compreenderem a atuação do psicólogo no atendimento a pessoas com deficiência.
Ao longo da atividade, foram apresentados aos acadêmicos a estrutura, o funcionamento e os serviços oferecidos pela APAE. O contato com os profissionais permitiu verificar a importância do trabalho articulado entre diversas áreas da saúde para promover desenvolvimento, aprendizagem, autonomia e qualidade de vida ao público atendido.
Quanto à atuação específica dos psicólogos, os estudantes verificaram, de forma bastante clara, a necessidade de ações de avaliação, acompanhamento, orientação, intervenção e trabalho em conjunto com familiares, educadores e demais profissionais da equipe. São habilidades que ultrapassam a competência e a perspectiva clínica tradicional.
Dessa forma, os acadêmicos também relacionaram os conteúdos trabalhados na disciplina de Psicologia da Aprendizagem a situações concretas do cotidiano profissional. E, com base nesse processo, a turma pôde refletir sobre os diferentes processos envolvidos na aprendizagem e no desenvolvimento humano, considerando as particularidades e potencialidades de cada indivíduo.
A acadêmica Hully Marcondes Rosa relata que tinha uma ideia diferente do que era a APAE, voltada mais à educação especial. Conhecer a realidade da instituição foi uma experiência fundamental para reconhecer sua importância sob vários aspectos.
“A instituição oferece vários atendimentos e serviços, além de todo um trabalho voltado ao desenvolvimento, ao cuidado e à inclusão das pessoas atendidas. Foi muito interessante conhecer esse lado da APAE e entender melhor a importância que ela tem na vida dessas pessoas e de suas famílias.”
A visita técnica fez com que a estudante Catherine Habitzreuter refletisse sobre inclusão e repensasse alguns conceitos. Em suas palavras, ela percebeu que “são as pequenas vivências que ampliam a nossa forma de compreender o outro”.
“Nós aprendemos muitas coisas na faculdade por meio de aulas, livros e teorias, mas vivenciar uma experiência como essa faz com que a gente enxergue tudo de uma maneira diferente. Estar naquele espaço me fez perceber ainda mais que a psicologia vai muito além do que aprendemos na teoria. Ela envolve acolhimento, respeito, empatia e, principalmente, saber olhar para cada pessoa de forma individual, reconhecendo suas particularidades e potencialidades.”
Agora ela carrega essa experiência também como aprendizado para o futuro profissional e para seu próprio desenvolvimento pessoal. Saí da APAE com uma visão ainda mais ampla sobre a Psicologia e com a certeza de que momentos como esse contribuem não apenas para a formação de uma profissional, mas também para a construção de uma pessoa mais humana, sensível e consciente sobre o seu papel na sociedade.”
A professora Fernanda Chiaratti destaca a importância da prática profissional pautada na ética, no respeito às singularidades e na promoção de direitos e inclusão. “Para os estudantes, a visita técnica representa uma oportunidade de aproximar a formação acadêmica da realidade profissional, para observar na prática os desafios e as possibilidades de atuação do psicólogo. Essas experiências são fundamentais para a construção da identidade profissional e para uma formação comprometida com as diferentes demandas da sociedade.”
Conforme a coordenadora do Curso de Psicologia, professora Andreia Martins, a visita à APAE de Brusque reforça a relevância das atividades práticas na graduação em Psicologia, seja no âmbito do compromisso com a práxis ou na conexão à comunidade.
“Essas atividades contribuem de forma decisiva. Os acadêmicos desenvolvem um olhar mais amplo sobre os processos de aprendizagem, desenvolvimento e inclusão e sobre as múltiplas possibilidades de atuação profissional. A ideia é que os nossos acadêmicos e acadêmicas saiam com um arcabouço teórico muito fortalecido, mas que também entendam como as atividades correm na prática.”
