notícias colégio
Notícias
18 de setembro de 2026
por: Marcelo Gouvêa
Marcelo Gouvêa

Acadêmicos da UNIFEBE participam de viagem de estudos em SP

Atividade na capital paulistana contou com visitas a referências arquitetônicas

Centro Histórico, Arquitetura Moderna e Concreto e Habitação, Escola e Natureza foram os eixos definidos para uma viagem de estudos realizada à cidade de São Paulo com acadêmicos da UNIFEBE. O roteiro, acompanhado pelos professores Alexssandra da Silva Fidelis, Francisco Alberto Skorupa, Karol Carminatti e Anderson Buss, reuniu, em sua maioria, acadêmicos de Arquitetura e Urbanismo, além de estudantes de outros cursos da instituição.

Na capital paulistana, o foco do roteiro foi em obras arquitetônicas, espaços públicos, equipamentos culturais, conjuntos urbanos e instituições. Para a professora Alexssandra da Silva Fidelis, a experiência de aprendizagem em campo permite que a própria cidade seja utilizada como objeto de observação, análise e reflexão.

Segundo ela, o objetivo é que os estudantes relacionem os conteúdos trabalhados no contexto do curso com o que está disponível no espaço urbano. Conforme a professora, a atividade possibilitou abordar diferentes períodos arquitetônicos vividos pelo centro da cidade e observar diferentes linguagens arquitetônicas, escalas de intervenção e as formas de relação entre edifícios, espaços públicos, cultura, habitação e cidade.
“Mais do que conhecer edifícios reconhecidos pela qualidade arquitetônica, a proposta foi estimular os acadêmicos a observar como a arquitetura se relaciona com as dinâmicas sociais e culturais de uma metrópole”, indica.

Ela também destacou a contribuição da experiência para a observação de aspectos por uma perspectiva diferente das permitidas por desenhos, fotografias ou representações digitais. Como parte da atividade, visando estimular a observação e interação com os espaços, parte do deslocamento no roteiro foi feita a pé. Essa medida, segundo ela, facilita a observação das relações de escala, continuidade, transição e conexão entre os espaços urbanos.
“A viagem de estudos cria uma oportunidade para que o acadêmico confronte o que aprendeu em sala de aula com a cidade real. Ao caminhar, observar e experimentar os espaços, ele percebe que a arquitetura não é um objeto isolado, mas parte de relações sociais, culturais, ambientais e urbanas que precisam ser compreendidas antes de qualquer intervenção”, afirma.

Múltiplas formas
O roteiro percorrido pelos acadêmicos incluiu Casa de Vidro, referência da arquitetura moderna brasileira. Além do Viaduto do Chá, o Vale do Anhangabaú, a Praça do Patriarca, a Catedral e a Praça da Sé, o Pateo do Collegio, a Praça das Artes e o Sesc 24 de Maio.

O grupo ainda pôde conhecer a Ocupação 9 de Julho, o Edifício Copan, a Galeria Metrópole, a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), o Memorial da América Latina, as unidades do Sesc Pompéia e Paulista, o Instituto Moreira Salles, o Conjunto Nacional, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), a Cidade Matarazzo e o Itaú Cultural.

A diversidade dos locais, segundo ela, permitiu estabelecer relações entre arquitetura, cultura, patrimônio, habitação e apropriação social dos espaços. A presença da Ocupação 9 de Julho no roteiro também é indicada como um motivador para a discussão acerca da habitação e do direito à cidade.
“São Paulo permite uma experiência particularmente rica, pois reúne, em seus diferentes territórios, múltiplas formas de produção da cidade. Para o estudante de Arquitetura e Urbanismo, observar essas relações diretamente significa ampliar não apenas seu repertório, mas também desenvolver sua capacidade crítica, pois permite compreender como determinado espaço foi produzido, quem o utiliza, como é apropriado e quais questões permanecem em aberto”, avalia a professora.

Arquitetura além do objeto

O coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo, professor Marcelius Oliveira de Aguiar, reconhece a importância das experiências fora de sala para a formação acadêmica. De acordo com ele, o modelo adotado para a atividade amplia horizontes dos acadêmicos e lhes permite o contato com realidades e referências variadas.

“Isso enriquece uma trajetória que estamos construindo junto com eles”, avalia. “São vivências que complementam a formação profissional e também contribuem para formar pessoas mais atentas ao contexto em que estão inseridas, além de prepará-las para pensar soluções e transformar os espaços onde irão atuar”, pontua.

O acadêmico de Arquitetura e Urbanismo, Juliano Alexandre de Oliveira, avalia a experiência como importante para o processo de formação, sobretudo por oportunizar vivenciar, de forma presencial, obras e espaços que ele estava acostumado a ver em fotos, desenhos ou conteúdo de estudo. “O roteiro possibilitou compreender a arquitetura não apenas como objeto construído, mas também como parte da história, da cultura e da dinâmica urbana da cidade”, avalia.

Durante o roteiro, ele destaca a oportunidade de conhecer a Cidade Matarazzo, a Catedral da Sé, além do MASP. Segundo ele, enquanto a relação entre patrimônio histórico e arquitetura contemporânea sua chamou a atenção na Cidade Matarazzo, a experiência proporcionada pela visita à Catedral da Sé é totalmente diferente. O acadêmico exemplifica pela grandiosidade do espaço, pela verticalidade, pelos vitrais e pelos detalhes da catedral em estilo neogótico.

“Mas, entre todos os lugares visitados, o MASP foi talvez aquele que mais despertou meu olhar como estudante de arquitetura. O projeto de Lina Bo Bardi é muito mais do que um museu, ele estabelece uma relação direta com a cidade”, descreve. “Cada um deles representa momentos, linguagens e formas diferentes de compreender a arquitetura”.

Segundo o acadêmico, a viagem contribuiu para ampliar o repertório arquitetônico e proporcionar um olhar crítico sobre os projetos e a cidade. “O principal aprendizado da viagem foi justamente sair da teoria e experimentar a arquitetura presencialmente. Estar diante dessas obras permite perceber escala, proporção, materiais, estrutura, circulação, relação com o entorno e até a maneira como as pessoas utilizam os espaços”, descreve.

Fale Conosco / Assessoria de Comunicação Social:

comunicacao.assessor@unifebe.edu.br / 47 3211-7223

Postagens relacionadas

Aberta oficialmente a Formação Continuada da Unifebe – 2° dia

Aberta oficialmente a Formação Continuada da Unifebe – 2° dia


03 de fevereiro de 2009
Secretários de educação participam de reunião feita pela Unifebe

Secretários de educação participam de reunião feita pela Unifebe


18 de junho de 2009
Trote solidário conscientiza acadêmicos sobre doação de medula

Trote solidário conscientiza acadêmicos sobre doação de medula


22 de fevereiro de 2011
Skip to content