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19 de dezembro de 2018
por: Daiane Benso
Arthur Timm

Alunos de Engenharia Mecânica desenvolvem projetos de patinete elétrico e robôs

Objetivo das atividades foi alinhar evolução tecnológica à transição dos modelos de negócio

A principal missão do curso de Engenharia Mecânica da UNIFEBE é desenvolver projetos alinhados à evolução tecnológica e que acompanhem a transição dos modelos de negócio. Pensando nisso, os acadêmicos da 10ª fase desenvolveram na disciplina de Projeto de Engenharia Mecânica II um Patinete Elétrico.

O objetivo da atividade, que contou com a coordenação dos professores Anelize Komkowski Salvi, Denis Boing e Misael Dalbosco, foi simular a realidade de uma equipe de Engenharia no desenvolvimento de um projeto, englobando critérios técnicos, gerenciais, estratégicos e comportamentais.

A disciplina, estruturada com base em uma empresa de Engenharia — The Pioneers (Os pioneiros, em inglês) é em alusão aos primeiros formados do curso de Engenharia Mecânica. Já a inspiração para a construção do produto foram empresas populares, como Uber e Lyft, que investem no setor e planejam incorporar scooters em seus apps originais.

Boing, que também é coordenador do curso na UNIFEBE, explica que os professores da disciplina eram o CEO e os Engenheiros Seniores, enquanto que os acadêmicos foram divididos em seis subsistemas, que correspondem as partes construtivas do patinete: Chassi, Motorização, Direção, Dirigibilidade, Sistema de Freio, Instrumentação e Acionamento, Sistema de Transmissão e Rolagem.

Dentro de cada subsistema, a carreira de Engenharia foi discriminada, em ordem decrescente: Gerente de Subsistema; Engenheiro Pleno; Engenheiro Júnior; Engenheiro Assistente; Trainee e Estagiário.

— No início do semestre, os gerentes e os estagiários foram definidos por sorteio. O restante da equipe foi escolhida pelo presidente sorteado. Ao longo das semanas ocorria a “dança das cadeiras” entre os subsistemas e os diferentes “cargos”, a qual era realizada com base em desempenho — comenta.

Conforme o coordenador, além do produto ser complexo, a grande dificuldade foi alinhar o trabalho das equipes.

— Os acadêmicos puderam vivenciar que uma decisão individual (ou a falta dela) pode comprometer o andamento de todo um produto. Todos os alunos agora possuem a experiência de como funciona a rotina em um departamento de Engenharia de uma empresa — enfatiza.

Dinâmica real

O professor Dalbosco também destaca que nas disciplinas tradicionais de Engenharia os problemas normalmente vêm separados por área de conhecimento, e geralmente têm somente uma solução. Segundo ele, em um ambiente de desenvolvimento de projetos, normalmente as diferentes áreas de conhecimento estão acopladas, e os problemas normalmente têm múltiplas soluções.

— A disciplina de Projetos II permitiu vivenciar essa dinâmica no desenvolvimento de um projeto real, desde sua concepção até a construção do produto final. Além disso, os alunos desenvolveram conhecimentos multidisciplinares e vivenciaram na prática habilidades interpessoais como a comunicação, criatividade e motivação — ressalta.

Para o aluno Juan Azevedo Martinez, 29, o sucesso de um projeto depende muito do empenho de cada um dos membros da equipe, e de acordo com ele, todos neste projeto demostraram tal comprometimento.

— Hoje colhemos os frutos dessa dedicação e agora desfrutamos do triunfo. A curva de aprendizado foi notavelmente maior, pois tratamos de diversos assuntos de engenharia e cada um deles necessitou de pesquisa e discussão. Quando vi nosso projeto concluído, senti uma satisfação muito grande — salienta.

Sistemas robóticos

Os estudantes da 10ª fase ainda realizaram neste semestre projetos em sistemas robóticos. Conforme a professora Anelize, responsável pela atividade, eles construíram protótipos que integram projeto mecânico, eletrônico, sensoriamento e conceitos de robótica industrial.

— O desafio foi essencial para a capacitação dos acadêmicos nos novos meios de produção, nas novas exigências da indústria 4.0 e para que associem conceitos vistos ao longo do curso — enfatiza.

Os estudantes Wellington Natalicio Ozawa, 37 e Alexander Beuting Campos, 24, destacam que a atividade instigou-lhes “profundamente” e contribuirá com seu aprimoramento profissional.

Segundo Campos, foi vivenciado na universidade o que se vive no mercado de trabalho. Já Ozawa salienta que o projeto serve como portfolio e que o modelo criado é versátil e pode ser aplicado em várias áreas dentro da indústria.

Para Boing, os projetos caracterizam o curso de Engenharia Mecânica da UNIFEBE, que possui sólida formação técnica científica com elevado nível de integração com a realidade e aplicabilidade industrial.

—Queremos ao final do curso de Engenharia que os acadêmicos tenham autonomia no desenvolvimento da profissão, e com isso, caminhem com as próprias pernas. Os exemplos tanto o patinete como os robôs, mostram essa realidade! Podem virar modelos de negócios que contribuem com a economia regional e com a sociedade como um todo — observa.

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