Os acadêmicos da 2.ª fase do curso de Fisioterapia da UNIFEBE desenvolveram, em 7, 8 e 9 de outubro, palestras e atividades práticas sobre primeiros socorros para os estudantes do Ensino Médio da Escola de Educação Básica (EEB) Santa Terezinha.
A iniciativa teve como objetivo capacitar os alunos para reconhecerem emergências e compreenderem como prestar os primeiros socorros de maneira segura e eficaz. Durante os encontros, foram abordados temas como parada cardiorrespiratória e reanimação cardiopulmonar (PCR/RCP), obstrução das vias aéreas por corpo estranho (OVACE), sangramento nasal (epistaxe) e crises convulsivas.
Além de receberem orientações teóricas, os estudantes participaram de atividades práticas de reanimação cardiopulmonar e desobstrução das vias aéreas. Para treinar as técnicas apresentadas pelos acadêmicos, eles utilizaram manequins realísticos. Conforme relata a professora Anna Elisa Amaro da Silveira, do curso de Fisioterapia da UNIFEBE, a atividade trouxe benefícios tanto para a comunidade escolar quanto para a formação dos acadêmicos.
“A curricularização da extensão permite a aproximação entre a universidade e a comunidade. Ao compartilharem conhecimentos científicos de maneira acessível e contextualizada, os acadêmicos contribuem para a promoção da saúde, a prevenção de agravos e a formação de cidadãos mais conscientes e preparados para agir em situações que exigem atendimento imediato”, destaca.
Os futuros fisioterapeutas, por meio dessas atividades, desenvolvem competências importantes para a profissão, como comunicação, responsabilidade social e trabalho em equipe. “Quando o ensino ultrapassa os muros da universidade e compartilha o conhecimento com a comunidade, a formação acadêmica adquire um sentido social. Essa atividade demonstra que formar profissionais de saúde também significa formar cidadãos capazes de cuidar, orientar e transformar as comunidades em que estão inseridos”, completa a professora.
A acadêmica Jéssica Ariane Daboit também destaca os aprendizados proporcionados pela experiência. Ela teve a oportunidade de compartilhar conhecimentos e pôde superar desafios pessoais, como o de falar em público.
“Temos vergonha de falar em público, principalmente com adolescentes, além do medo e do receio de errar. Mas fomos muito bem instruídos e recebemos muito apoio dos professores durante o processo. A parte de que mais gostei foi o desafio e a sensação de fazer algo novo. Isso nos tira da zona de conforto e, ao mesmo tempo, nos traz aprendizado”, completa.
Essa atividade integra a proposta de curricularização da extensão, que busca conectar o conhecimento produzido no ambiente universitário às necessidades da sociedade. Por meio de iniciativas como esta, os acadêmicos têm a oportunidade de vivenciar experiências relacionadas à futura atuação profissional, desenvolver habilidades de comunicação e aplicar os conhecimentos adquiridos em sala de aula.
“A ação reforça o compromisso da UNIFEBE com a formação de profissionais qualificados, éticos e socialmente responsáveis e contribui para a educação em saúde e a disseminação de conhecimentos essenciais à comunidade”, completa a coordenadora do Curso de Fisioterapia, professora Leilane Marcos.